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18.6.12

curau de milho verde


Faz tempo que queria comer curau, igual ao que comia na infância, feito pela minha avó ou minha mãe. Na verdade pensei em pedir para minha mãe fazer pra mim, aí achei que era muita exploração do trabalho materno e simplesmente telefonei para perguntar o modus operandi. Infelizmente ela não soube dar medidas muito precisas sobre a proporção leite pra milho, porque aprendeu e sempre fez tudo "a olho". Um dia ainda quero ter tanta prática na cozinha para saber fazer tudo sem medidas e ainda sair bom! Mas por enquanto tenho que me contentar com minhas xícaras e colheres medidoras, balança e calculadora para conversões e frações.
Apostei nessa quantidade de leite para o curau ficar com a consistência que mais gosto, que é nem duro e nem mole, adicionarei mais de leite na próxima vez. Mais uma receita que andou uma geração a frente na família =D

3 espigas de milho médias (prefiro as mais amerelinhas) 
2 ½ xícaras leite (usei semi-desnatado)
½ xícara açúcar
canela em pó 

Debulhe as espigas com uma faca. Coloque no liquidificador com o leite e bata por 1min. Passe a mistura por uma peneira, espremendo bem para sair todo o sumo. Despeje numa panela, adicione o açúcar e deixe em fogo médio até esquentar bem e o açúcar dissolver. Antes de abrir fervura, a mistura vai começar a engrossar e formar pelotinhas, nesse momento, coloque em fogo baixo e não pare de mexer, tomando cuidado para não grudar no fundo da panela. Logo a mistura ficará espessa e lisa, mantenha em fogo baixo e cozinhe por 10-15min, mexendo de vez em quando para não queimar. Despeje em potinhos, polvilhe canela e sirva como preferir, temperatura ambiente, morno ou gelado.
rende: 4 porções

23.2.12

doce de abóbora com coco


"A doçaria brasileira, minha amiga, é muito doce". Essa frase foi de uma professora de antropologia que conheci na faculdade - uma figura, em todos os sentidos. Não me lembro do contexto da fala, só de um causo que ela contou, que ofereceu quindins para alguns amigos ingleses e eles não gostaram pelo excesso de açúcar. Essa frase voltou tão forte na minha cabeça, que procurei para ler Açúcar, do Gilberto Freyre, tema daquela aula há uma década atrás.
E o que a frase tem a ver com doce de abóbora? Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando comi uma colherada grande desse doce. Delicioso e um pouco doce demais para o meu paladar de hoje. Já minha mãe, a formiga-mór da família, achou que estava no ponto. E falando em ponto, achei um pouco difícil encontrar o ponto certo do doce, tive receio de cozinhar demais e ficar puxa-puxa, e acabei deixando um caldinho extra - mas acho que isso varia de acordo com a preferência pessoal.
Encontrei várias receitas de como fazer, e preferi ficar com esta aqui.

500g abóbora picada em cubos de 2cm
250g açúcar
6 cravos-da-india
3 paus de canela
½ xícara coco ralado, usei em flocos e adoçado

Numa panela grande coloque a abóbora, açúcar, caro e canela, misture bem e deixe a abóbora cozinhando até ficar macia. Retire os pedaços com uma escumadeira e amasse com um garfo (pode usar um amassador de batatas também), volte tudo para a panela e deixe cozinhar até secar, mexa de vez em quando. Adicione o coco, misture bem. Mantenha na geladeira.

24.11.11

dadinho de amendoim


Doces com amendoim sempre foram meus favoritos na infância: paçoca, pé-de-moleque e dadinho. Tempos atrás até pegava alguns dadinhos para facilitar o troco nas vendinhas por aí. Até que desisti: doce de infância merece ter a memória preservada e não ser profanado por essas porcarias cheias de gordura que grudam nos dentes e não têm sabor algum de amendoim!
Aí eu preparei os brownies com manteiga de amedoim, e o sabor do doce reacendeu minhas memórias - e as lombrigas também. Fiquei com idéia fixa de preparar o docinho, achei uma receita que parecia bem razoável e fui preparar. Olha, o doce dá um certo trabalhinho, fiquei na dúvida de qual o ponto era para processar as castanhas e não tenho certeza se ficou mais mole do que deveria. Só sei que ficou muito gostoso. Não é o dadinho'80s e definitivamente não é parecido com o atual. É um outro doce muito, muito bom que desmancha na boca e doce na medida, fica bom geladinho e melhor ainda depois de alguns dias.
A receita encontrei aqui. No modo de preparo coloquei minhas modificações.

1½ xícara amendoim moído
½ xícara castanha-do-caju moída (usei sem sal)
½ xícara açúcar 
1 colher (sopa) manteiga
pitada de sal
4 colheres (sopa) açúcar de confeiteiro

Passe pelo processador o amendoim e a castanha-do-caju até formar ficar fininha - se preferir utilize-as já na forma de farinha. Coloque o amendoim, castanha-do-caju, açúcar, mateiga e sal no processador, até formar uma pasta. Em seguida coloque numa panela, em fogo baixo e mexa a massa até desgrudar do fundo da panela. Eu processei tudo até ficar uma massa granulosa, coloquei na panela, quando a massa ficou quente, voltei para o processador e a massa virou uma pasta rapidamente, pois ajudou a soltar os óleos das castanhas. Coloque num prato fundo e leve à geladeira por 30min, ou até amornar. Adicione o açúcar de confeiteiro aos poucos e vá incorporando à massa, vai ajudar a ficar mais seco. Molde os dadinhos com as mãos - eu preferi colocar a massa sobre papel manteiga, moldar com as mãos um quadrado de 2cm de altura e depois de frio cortei os cubinhos com uma faca.
rendimento: consegui uns 60 dadinhos.

1.2.11

paçoca


Apesar de fazer muitos outros doces, a paçoca é um dos meus preferidos desde criança. Se eu vejo uma paçoca nova do mercado, logo pego para experimentar. Uma das melhores dos últimos tempos foi da Pan, uma pena que só vende na loja de fábrica deles (eu compro na lojinha do Tatuapé), e na lista de ingredientes da embalagem prometia haver só amendoim, açúcar e sal. Foi o suficiente para ficar curiosa e querer fazer paçoca em casa, dessas com pouquíssimos ingredientes. Achei esta receita, o modo de fazer é bem vago, mas decidi tentar. Ficou bem gostoso, dá vontade de comer de montão, pena que a minha enxaqueca não deixa :(

500g amendoim, torrado e sem pele
2 xícaras açúcar
½ xícara farinha de milho amarela
pitada de sal

Coloque todos os ingredientes no processador (eu achei que facilita colocar o amendoim morno, para soltar o óleo mais rápido) e triture até formar uma massa, como se fosse uma areia bem úmida, levou mais de 5min para formar esta massa, desliguei algumas vezes para raspar a tigela por baixo. Coloque a mistura em forminhas e soque com a mão. Fiquei com receio de ter dificuldade para desenformar depois, ou quebrar tudo, então coloquei numa forma redonda de aro removível e forrei por baixo com papel manteiga untado com manteiga. Desenformei depois de frio, cortei em cubinhos e guardei em pote hermético.
Fiz meia receita, coloquei numa forma redonda de 15cm, e rendeu cerca de 35 cubinhos.

15.5.10

sequilho - blogagem coletiva


Estes biscoitinhos foram preparados especialmente para participar da blogagem coletiva, iniciativa super bacana da Flavia, do Arte na Cozinha, em virtude do Dia Internacional do Celíaco, que é hoje. Até 2007 eu não tinha a menor idéia do que era a doença - intolerância a glúten - até que minha mãe, já na terceira idade, começou a apresentar sintomas, principalmente uma diarréia initerrupta, o que levou a perda de peso, anemia, por não absorver os nutrientes ingeridos. A parte mais difícil foi fazer o diagnóstico, vários médicos, inúmeros exames, meses de espera, pelo tanto de médicos consultados sou levada a crer que muitos não estão aptos para diagnosticar esta doença em adultos. Já diagnosticada e com o organismo debilitado, ela passou um tempo por supervisão de uma nutricionista para reequilibrar a dieta e ajustar a sua nova realidade.
A receita destes sequilhos veio da minha avó, lembro que ela moldava os biscoitinhos em formato de coração, e ela fazia na mão e ficava bastante perfeito. A receita original leva 1 xícara de araruta e 2 xícaras de polvilho, mas faz tempo que não encontro araruta para vender em SP - já procurei até na zona cerealista e ainda não encontrei. Ah, estes biscoitinhos eu também preparei substituindo a farinha de trigo por farinha de arroz crua, e ficaram muito bons.

sequilhos
3 xícaras polvilho doce
1 xícara açúcar
2 ovos
2 colheres (sopa) cheias de manteiga, temperatura ambiente

Misture todos os ingredientes até ficar uma massa lisa, demora um pouquinho. Molde os biscoitinhos de acordo com sua preferência, leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, em assadeira - eu forro com papel alumínio, até dourar. Deixe esfriar e guarde em pote hermético.