sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

torta de limão e coco


Para muita gente festas de final de ano significam cometer excessos, seja de comida, bebida, ou os dois. Sinceramente nunca fui de enfiar o pé na jaca, quase não bebo nada alcoólico (faz uns dois anos que mal posso chegar perto) e acho a comida sempre meio indigesta, pesada, e também há o bacalhau com legumes da minha mãe, super tradicional na família, e é um dos pratos mais leves que como nesta época. Neste natal não foi diferente, e sempre me sinto na obrigação de levar algo doce para os anfitriões. Confesso que neste ano não estava nos melhores dos espíritos natalinos, passei semanas numa melancolia de não ter meu pai aqui comigo, este foi o quinto natal sem ele, e dessa vez estava com uma saudade arrasadora. 
Bom, tive que me reanimar e fui procurar nos meus livros (como é bom ter livros por perto, na minha casa eles estão sempre espalhados) algo que fosse fácil e que tivesse todos os ingredientes em casa. Daí veio esta torta, o recheio dela é divinal, parece uma cocada, um bombocado com o azedinho do limão que combinou lindamente. Na foto ela está incompleta, fotografei antes de sair, o grand finale é colocar um pouco de chantilly sobre cada porção (levei aquele de latinha e quebrou o galho). Fica como uma sugestão de sobremesa refrescante para o Ano Novo.
Receita daqui.

massa:
1 xícara farinha de trigo
xícara cake flour*
1 colher (sopa) açúcar
pitada de sal
6 colheres (sopa) manteiga, gelada
2 colheres (sopa) gordura hidrogenada**
3 colheres (sopa) água gelada, ou mais

recheio:
3 ovos grandes
2 gemas grandes
1¼ xícara açúcar
1¼ xícara coco em flocos adoçado
¼ xícara suco limão siciliano
¼ xícara creme de leite
2 colheres (sopa) manteiga derretida
2 colheres (chá) raspas de limão
1½ colher (chá) baunilha

Comece pela massa. No processador coloque a farinha, cake flour, açúcar e sal, pulse algumas vezes para misturar. Em seguida coloque a manteiga e gordura cortadas em cubinhos e ligue o aparelho, quando virar uma farofa adicione a água aos poucos até formar uma massa homogênea. Faça um disco com a massa, embrulhe em papel filme e leve à geladeira por 1 hora, ou faça com um dia de antecedência. Para pré-assar, retire a massa da geladeira e espere chegar à tempertura ambiente, abra com um rolo sobre uma superfície enfarinhada e cubra uma forma redonda de 26cm, aperte a massa nas laterais. Coloque uma folha de papel alumínio cobrindo a massa e espalhe feijões para dar peso à massa e não estufar, não esqueça de fazer alguns furos com garfo para o vapor sair. Leve ao forno a 180ºC por 15 min. Retire e deixe esfriar completamente antes de colocar o recheio.
Para o recheio, bata os ovos, gemas e sal, em seguida coloque o açúcar e bata até ficar uma mistura espessa e com ar. Adicione o coco, limão, creme de leite, manteiga, raspas e baunilha, misture bem e coloque sobre a massa. Leve novamente ao forno por 40 min, ou o recheio estiver firme e dourado. Espere esfriar completamente, leve à geladeira e deixe por pelo menos 3 horas antes de servir. A cada fatia coloque uma porção de chantilly sobre a torta. Sirva gelada.
rende: 8 porções.
*cake flour: a cada 1 xícara da farinha de trigo coloque 1 colher de sopa de amido de milho
**usei 8 colheres de manteiga e a receita funcionou.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

cookies de chocolate


Pensei e ponderei antes de decidir postar esta receita. Duas de três fornadas ficaram boas, uma ficou horrível, a massa se espalhooooou, se encontrando, me desesperando por desperdiçar chocolate do bom. Pensei, pensei e logo entendi meu erro, e a terceira fornada saiu okay, queimando um pouquinho por descuido meu. Isso me fez pensar: eu perdi a mão pra cozinhar? Receita ruim? Do Bon Appétit? Nãããm! Cozinhar é igual a andar de bicicleta? Não sei. Aprendi a andar quando criança, fiquei uns 15 anos sem andar e quando peguei percebi que meu cérebro não esqueceu de nada, dos movimentos, do equilíbrio. E fazer cookies, um dia a gente aprende e nunca mais "desaprende"? Sei lá, faz um ano e meio que preparei da última vez, tem um monte de detalhes que ficam na cabeça, a gente logo liga um erro a um passo mal dado, e sabe o que fazer para consertar... e vem a falta de prática, outras coisas na cabeça e o arquivo "como assar cookies corretamente" está lá no fundinho da mente, junto com esta música que eu adoro e redescobri recentemente. Bom, aqui está a receita, boa música e um Natal joinha pra vocês!

2 ½ xícaras farinha de trigo
1 colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
1 xícara manteiga, temperatura ambiente
1 xícara açúcar mascavo claro (usei demerara)
¾ xícara açúcar refinado
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 colher (chá) baunilha
2 xícaras chocolate picado, ou gotas (usei 1 xícara de cada: ao leite e meio amargo)

Misture a farinha, fermento e sal. Na batedeira coloque a manteiga e bata até ficar cremosa, adicione os açúcares, coloque os ovos, um a um, até ficar bem incorporado, vai a baunilha e por fim a mistura de farinha, bata somente até incorporar. Desligue a batedeira e coloque o chocolate. Leve a massa à geladeira por pelo menos 2 horas. Faça bolotas de massa de 2 colheres de sopa, mais ou menos, achate um pouco. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 11-12min, ou até dourar nas bordas. Deixe numa gradinha para esfriar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

bolo de chocolate e beterraba


Depois de várias receitas salgadas este blog estava precisando de um pouco de açúcar, né? E veio com este bolo diferentão por combinar chocolate e beterraba. Eu sou fiel às reprises dos programas Nigel Slater, então, de tempos em tempos essa receita aparecia e ficava babando em frente à televisão, até que decidir botar a mão na massa. Confesso que é meio chatinho montar o mise en place do bolo - ou eu que me habituei demais às receitas simples - mas depois de tudo arrumado foi facinho fazer. E finalmente teve a estreia da minha batedeira nova, comprei em agosto e só agora saiu da caixa, calma, não foi nenhuma kitcheneide, foi a mais simples que encontrei - nem função pulsar a bagaça tem. A menção à batedeira não tem nenhum significado em si, apenas me serve como reflexão sobre em qual momento da vida esse eletrodoméstico deixou de ser útil, e virou apenas um batedor de claras em neve...

200g manteiga
250g purê de beterraba cozida e descascada
200g chocolate meio-amargo, picado
4 colheres (sopa) café forte
135g farinha de trigo
1 colher (chá) fermento
3 colheres (sopa) cacau em pó - usei chocolate em pó
5 ovos, claras e gemas separadas
190g açúcar

Pré-aqueça o forno a 180ºC, unte e enfarinhe as laterais de uma forma redonda 20x7cm (é importante a forma ser alta, pois a massa cresce bem), e no fundo untada e forrada com papel manteiga. Numa tigela grande derreta o chocolate em banho-maria, tomando cuidado para a água quente não encostar no fundo da tigela - se isso acontecer, vai queimar o chocolate - adicione o café quente, depois a manteiga cortada em pedacinhos e mexa bem até tudo ficar homogêneo. Em outra tigela peneire a farinha, cacau e fermento, reserve. Bata as gemas até ficarem um pouco esbranquiçadas e misture na tigela do chocolate, em seguida coloque o purê de beterraba. Bata as claras em neve, formando picos firmes e adicione o açúcar - eu deixei misturar até formar um suspiro. Coloque as claras na mistura de chocolate, mexendo bem delicadamente para não perder a estrutura das claras, por fim, adicione a mistura de farinha e mexa tão delicadamente quanto antes - usar um fouet de metal ajuda bastante. Coloque a massa na forma preparada e leve ao forno por 40min, ou até um palito sair seco.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

tuna melt do Emeril


Essa mistura boa de queijo quente com sanduíche de atum eu só descobri algum tempo atrás. É dessas coisas boas que só conheci por causa do blog, de pesquisar outros pratos, outras combinações. Costumo fazer uma outra versão dele, fechado e aquecendo na frigideira tampada, mas aí vi que tinha todos os ingredientes para esta receita do Emeril (quanto mais uso este livro, mais gosto, as receitas são realmente práticas e rápidas), até mesmo o queijo provolone - eu raramente compro este queijo, ele me lembra imediatamente o meu pai, e infelizmente há poucas boas marcas dele no mercado, gostei bastante da Três Marias. Ficou bem diferente como um sanduíche aberto, não é bruschetta! Aqui vai a receita:

2 ou 3 latas de atum sólido
¼ xícara maionese, mais para espalhar nos pães
¼ xícara cebola roxa, picadinha
1 colher (sopa) alcaparras, drenadas
1 colher (sopa) suco de limão
pimenta-do-reino
sal a gosto
¼ colher (chá) orégano seco
4 fatias de pão branco
8 fatias finas de tomate
fatias de queijo provolone

Misture o atum, maionese, cebola, alcaparra, suco de limão, pimenta, sal e orégano, mexa tudo até ficar bem misturado. Espalhe maionese sobre as fatias de pão, em seguida espalhe o patê e disponha as fatias de tomate, por último, cubra tudo com o provolone fatiado. Coloque numa assadeira e leve ao forno com um grill, e deixe aquecer, até o queijo borbulhar. Eu usei meu forninho elétrico, e até mesmo uma frigideira tampada no fogo bem baixinho. Sirva quente.
rende: 4 sanduíches abertos e alimenta de 2 a 4 pessoas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

panzanella com hortelã e anchovas


Sabe quando você gosta bastante de um alimento, mas seu sistema digestivo não tem a mesma opinião? Eu sou assim com pepino, desde pequena, minha mãe fazia uma salada com pepino, tomate, cebola e sardinha em lata, como eu adorava tudo aquilo! Daí era passar o resto do dia "conversando" com o pepino. Mesmo assim eu continuo comendo, bem de vez em quando. Fiquei salivando quando encontrei esta receita, mas sempre adiava porque nunca tinha algum dos ingredientes. Agora eu tenho um vaso de hortelã em casa, quem sabe dá certo, é minha quarta tentativa em ter hortelã morando aqui em casa, tinha até pão italiano delicioso e artesanal de uma padaria famosa perto de casa. Aqui coloco a receita inteira, mas fiz uma única porção, meio a olho, ficou deliciosa.
Depois de muito tempo comecei a usar mais o instagram para fins comidísticos, colocando umas dicas de comida do dia-dia, se quiser vai lá em @tati_penteado.

salada:
400g tomates cereja - eu prefiro aquele italianinho, que é mais firme
1 colher (chá) sal
4-6oz pão dormido, picado
1 pepino, sem casca e sem sementes (retire usando uma colher)
½ cebola roxa pequena, picadinha
2 colheres (sopa) alcaparras
punhado pequeno de folhas de hortelã

molho:
2 filetes de anchova
1 dente de alho
sal e pimenta-do-reino
xícara azeite
2 colheres (sopa) vinagre de vinho tinto

Numa tigela coloque os tomatinhos cortados em quatro, coloque um pouco de sal, misture bem e deixe reservado por 15min. Passado o tempo, transfira os tomatinho para uma tigela grande e reserve o líquido que sobrar dos tomates drenados. Adicione o pão, pepino, cebola, alcaparras e uma parte da hortelã picada.
Para fazer o molho, coloque num pilão os filetes de anchova, alho, sal, pimenta e o restante da hortelã, triture bem até formar uma pasta grossa. Em seguida acrescente o suco reservado do tomate, azeite e vinagre. Triture mais um pouco, a pasta ficará mais rala. Despeje sobre a salada.
serve: 6-8 pessoas

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

farofa do bandejão



Nunca mencionei por aqui (porque nunca foi relevante), eu cursei graduação de ciências sociais na USP. Estudava no período vespertino e por isso sempre saía "almoçada" de casa, mas às vezes ia pra lá mais cedo e uma das opções era almoçar no restaurante da universidade, o famoso bandejão. Uma vez eu fui e tinha essa farofa no dia, quer dizer, era uma outra farofa, esta virou a minha versão. Houve uma época que preparava quase todo final de semana, entrou até no cardápio da ceia de Natal sempre com o simpático nome de "farofa do bandejão". Depois que casei parei de fazer, ela fica ótima para comer logo após sair da panela e é esquisita no dia seguinte (sabe batata cozida que fica estranha no dia seguinte? é isso), porque só eu comia, mas permaneceu no menu natalino. Dia desses fiz carne assada num jantar durante a semana e queria a farofa para acompanhar. Tirei uma foto rapidinha com o celular, mesmo, por isso não ficou tão atraente assim. Vou colocar mais ou menos as medidas que fazia para servir 3 ou 4 pessoas, e a gente sabe que farofa não tem muita exatidão nas medidas... Eu nunca faço especiais de Natal aqui no blog, mas hoje, excepcionalmente, segue como sugestão para a ceia.

¼ xícara bacon cortado em cubinhos
½ cebola picada
1 dente de alho amassado
1 cenoura ralada
1 pimentão vermelho pequeno, picado em palitinhos
um punhado de salsinha picadinha
3 a 5 colheres (sopa) ketchup (pode ser extrato de tomate)
sal e pimenta, a gosto
farinha de mandioca torrada, quanto baste
2 ovos cozidos duros

Coloque óleo numa panela e frite o bacon, em seguida coloque a cebola, deixe fritar em fogo baixo até amolecer e coloque o alho. Na sequência coloque a cenoura, pimentão, e ketchup, misture bem, tampe a panela e deixe em fogo baixo até amolecer a cenoura. Acerte o tempero, adicione a salsinha, misture, vá colocando a farinha de mandioca aos poucos, mexendo bem, dando um tempo para que absorva os sabores e cozinhe também. Se preferir uma farofa mais úmida, coloque menos farinha, assim como se quise mais soltinha, mais farinha. Termine colocando o ovo cortado em cubinhos e misture com cuidado para não despedaçar a gema.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

bolo de laranja com papoulas


Apesar de gostar muito de laranja, é algo que raramente preparo em bolos, muffins... o motivo é que não me cai bem no estômago. É muito chato gostar de algo e o corpo não aceitar bem, não? Mas aí fiquei com vontade de fazer um bolinho simples e esse me pareceu interessante pelo uso da laranja inteira - sempre vi um monte de receitas usando toda a laranja e achava que ficava amargo. O bolo é simples de tudo, se não tiver papoulas não faz muita diferença. Para quem já gosta de sabores cítricos, além deste bolo ter um calda com limão, sugiro servir com uma camada de curd de maracujá sobre cada fatia. Receita do The Sweet Melissa Baking Book.

massa: 
1 laranja inteira, bem lavada
1 xícara açúcar
3 ovos grandes
12 colheres (sopa) manteiga, derretida
1 ½ xícara farinha de trigo
2 ¼ colheres (chá) fermento em pó
¾ colher (chá) sal
1 colher (sopa) sementes de papoula, opcional

glacê:
2 colheres (sopa) suco de laranja fresco
2 colheres (sopa) suco de limão fresco
¼ xícara açúcar
raspas de ½ laranja

Comece descancando a laranja, pode deixar um pouco da parte branca, e corte-a em 8 pedaços. Coloque a laranja e ½ xícara do açúcar no processador até formar um purê. Numa tigela grande misture os ovos, o açúcar restante e misture até ficar bem homogênea, coloque a polpa de laranja, em seguida a manteiga derretida. Em outra tigela separada misture a farinha, fermento, sal e papoulas. Despeje a mistura de farinha sobre à mistura de laranja, aos poucos, use uma espátula e misture gentilmente. Coloque a massa numa forma de bolo inglês (10x23cm) untada e enfarinhada. Asse por 50-60min, virando a forma na metade do tempo, insira um palito para ter certeza que está assada. Deixe numa gradinha por uns 20min antes de desenformar.
Para o glacê: coloque numa panelinha o suco de laranja, de limão, açúcar, raspas e leve ao fogo alto, por 2-3min, ou até a mistura reduzir e formar um xarope ralo.
Espalhe a calda com um pincel por todo o bolo, este ainda morno, para que a calda seja melhor absorvida pelo bolo. Embrulhe em papel filme nas primeiras horas antes de servir
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

salada de avocado com molho de gengibre


Outra receita de salada com avocado, gostei dele, o sabor é discreto e serve mais para dar uma textura cremosa do que um sabor marcante. Assim que vi esta receita fiquei curiosa pelo resultado final, já que têm tudo o que eu gosto, gengibre, avocado, amendoim, mas ao ler o modo de fazer fiquei em dúvida sobre o resultado. Servi com uma salada de feijão fradinho, que é apenas feijão cozido com um molho vinagrete e folhas de hortelãs rasgadas. Ficou bem refrescante e o doce do molho combinou muito bem. Receita daqui.

xícara vinagre de arroz (usei de vinho branco)
¼ xícara açúcar
sal
2 colheres (sopa) gengibre ralado (eu prefiro picadinho)
2 avocados, cortado em pedacinhos
¼ xícara amendoins torrados (com ou sem sal)

Misture o vinagre, açúcar, sal e 2 colheres (sopa) água numa panelinha e leve ao fogo médio-alto. Quando o açúcar dissolver adicione o gengibre e mantenha no fogo, mexendo de vez em quando, até o molho borbulhar e ficar levemente caramelado, cerca de 5min. Retire do fogo, coloque numa tigela e refrigere (cerca de 1 hora). Para servir, guarneça um prato com folhas de sua preferência (usei rúcula), espalhe os pedaços de avocado e regue com o molho, por fim espalhe os amendoins.

domingo, 23 de novembro de 2014

quinua com alho-poró, cogumelos e pimentão


Parecia que este blog era feito de açúcar, né? Ainda adoro doces, se pudesse comeria todos os dias, muitos deles. Mas a vida não é doce o tempo todo. Todo esse tratamento medicamentoso é um tanto agressivo ao organismo, e eu passei muito tempo comendo mal e em grande quantidade para piorar a situação, o resultado foi um combo de índices metabólicos altos, vários quilos a mais na balança e minha auto-estima estragada (como é poderosa essa ditadura da beleza, por mais consciente, esclarecida e até militante sobre o assunto, me ver gorda é terrível, como se mais nada importasse, minha inteligência, caráter, qualidades não valessem nada diante do espelho, do julgamento alheio). O jeito é recolher os cacos e consertar o que eu posso mudar, ainda não parei com a medicação, apenas pude me livrar de uma - e começar outra, mas prefiro fazer o jogo do contente e ver o lado bom da mudança. Contudo, da alimentação eu posso cuidar, tento fugir do doces, fazer comida do zero, evitar delivery... sem o rótulo de dieta, que isso me causa mais ansiedade para emagrecer, então chamei de "cortar excessos", os resultados estão lentos ainda, mas minha médica falou que no começo é assim mesmo.
Pratos assim têm sido mais assíduos nos meus almoços, tenho variedade na alimentação e fico saciada por muito mais tempo. Esta foi a primeira vez que como quinua como prato principal, minhas outras tentativas era cozinhar junto com o arroz para ficar mais nutritivo. Esta receita fiz com o que tinha na geladeira, acho que as possibilidades e combinações são inúmeras. Receita daqui.

1½ quinua cozida
3 colheres (sopa) salsinha picada
1 colher (sopa) azeite
2 alho-poró, fatiados
200g cogumelo shitake, tire os cabinhos
1½ xícaras pimentão vermelho, picado
¼ xícara vinho branco seco
½ xícara nozes, picadas (usei amêndoa lascada)

Coloque a quinua com sal numa panela, cubra com água (ou caldo de legumes, se preferir, cozinhe até todo o líquido for absorvido - cerca de 15min -então coloque a salsinha, azeite e pimenta-do-reino. Mantenha aquecido e reserve. Numa frigideira aqueça mais um pouco de azeite, adicione o alho-poró e cozinhe até ficar macio, e coloque o cogumelo, pimentão e vinho, deixe cozinhando até ficar tudo macio. Corrija o sal e pimenta. Para montar o prato coloque a quinua por baixo, os vegetais por cima e salpique as nozes picadas.
serve: 4 porções

domingo, 16 de novembro de 2014

massa básica de pizza


De uns tempos pra cá comecei a desgostar de pizza. Não importava a pizzaria, o preço, a oferta durante a semana, os sabores, todas tinham o mesmo problema: chegavam cruas no centro, cruas de raspar o garfo e sair massa. Aquilo tirava completamente minha vontade de comer: aquela borda queimada e crua no centro. Pedia com massa fina, não adiantava, escolhia um sabor que não levasse molho de tomate na base, o mesmo problema. Dizem que SP é a cidade onde tem a melhor pizza do país, então, tenho medo de saber como é em outros lugares. Bom, o jeito foi procurar receitas, algumas ficavam boas de primeira, depois eu repetia e não tinha o resultado esperado, até encontrar esta, definitiva, especialmente se você gostar de uma massa grossa, macia, que parece um pãozinho. Descobri uns 3 aos atrás, nem sei porque não postei antes aqui. É fácil de fazer, dá para organizar o tempo sovando a massa e durante a fermentação fazer um molho de tomate caseiro e outros recheios. Nesta aqui tem atum enlatado (meu preferido), e de frango para o marido, eu cozinho um pedaço de peito de frango, desfio e misturo algumas colheradas do molho.

½ xícara água morna
2 ½ colheres (chá) fermento biológico seco
4 xícaras farinha de trigo (aproximadamente)
1 ½ colheres sal
1 ¼ xícara água, temperatura ambiente
2 colheres (sopa) azeite

Misture a água morna e o fermento numa tigela grande. À parte misture a farinha e o sal. Adicione a água fria à água morna, coloque o azeite e a farinha aos poucos. Sove por uns 5min, ou até a massa ficar macia. Coloque na tigela untada com óleo, cubra com papel filme, um pano de prato por cima e deixe num local morno e sem corrente de ar por 1h30, ou até dobrar de tamanho. Passado o tempo, retire a massa da tigela, amasse para sair o ar e abra a massa com o rolo, dando o formato de sua preferência.
Esta quantidade de massa rende 2 pizzas grandes.
Use bastante fubá para polvilhar a assadeira, assim a pizza não gruda.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

pudim de baunilha


Fiquei tão entusiasmada quando vi esta receita da Sarah Carey na minha caixa de e-mails, e só quando comecei a separar os ingredientes é que me dei conta que é apenas um creme de confeiteiro servido em potinhos, mas isso não compromete em nada qualidade da receita, que pode sim, ser empregada em outras preparações em que este creme é requerido. E também agradou muito outros moradores da casa: meu marido que adora sobremesas feitas para comer de colher, e nossa gata Frida, que fica louquinha quando faço um doce que contém gemas, é claro que ela só ganha uma pequena colher e não se contenta com sua porção.

½ xícara açúcar
3 colheres (sopa) amido de milho
pitada de sal
1 ½ xícara leite integral
½ xícara creme de leite
2 gemas grandes
2 colheres (sopa) manteiga
1 colher (chá) baunilha

Numa panela coloque o açúcar, amido e sal, misture. Acrescente ½ xícara do leite e mexa bem para não empelotar a mistura, em seguida coloque o restante do leite, creme de leite e as gemas. Leve ao fogo médio e mexa constantemente até engrossar, quando engrossar abaixe o fogo e mexa por mais um minuto. Retire do fogão, coloque a manteiga e baunilha, mexa até a manteiga derretar e ficar um creme homogêneo e cremoso*. Distribua em potinhos, espere esfriar e cubra com papel filme, se não gostar daquela película que se forma na superfície, deixe o papel filme grudadinho no creme.
*Se o seu creme empelotar durante o cozimento, mexa vigorosamente até desfazer, e se mesmo assim não conseguir desempelotar passe o creme por uma peneira e só depois adicione a manteiga.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

biscoito de chocolate com sementes de abóbora


Há tempos procurava um seriado para chamar de meu. Geralmente gosto de comédia (por que o Seinfeld saiu da programação?), e achei legal The Middle pra acompanhar, nem sempre consigo. Também gostei de The Blacklist, adorei a primeira temporada, fiquei bem interessada na trama, mas estava na fase mais obscura da depressão, achava tudo violento demais e me deixava bem perturbada. Agora na segunda está tranquilo de ver. No fim das contas Twin Peaks é o melhor seriado de todos os tempos - claro que é só até descobrirem o assassino da Laura Palmer, depois a coisa perdeu o rumo. Daí que nos últimos meses descobri Grimm e virou meu seriado preferido, tem um pouco de tudo que eu gosto, anos atrás era doida por contos de fada, a versão medieval deles (que não é nada colorida com final feliz) tem trama policial, fantasia e até um protagonista bonitinho (meio cigano Igor, mas vá lá). Como já estreou a quarta temporada e eu assisti a segunda sem ter visto a primeira - e terceira nem tem no Netflix - comecei a série do início durante as sonecas da Clara, tenho tempo para exatamente 2 episódios (almoçando durante um deles). Mas dias atrás resolvi deixar de lado meu tempo de tevê e fui preparar estas bolachinhas, tinha a quantidade exata de sementes de abóbora para meia receita, o que foi muito bom, pois estou evitando doces. No livro sugere que abra a massa e use cortadores de estrela, para dar um efeito mais bonito, eu fiz do jeito mais prático e nem esperava esse efeito craquelado. Receita do Bon Appétit.

½ xícara sementes de abóbora, cruas
120g chocolate meio-amargo
1 xícara manteiga, temperatura ambiente
½ xícara + 2 colheres (sopa) açúcar
½ colher (chá) canela em pó
pitada de sal
2 ¼ xícaras farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Toste as sementes de abóbora (faço isso numa frigideira) e depois pique grosseiramente, reserve. Numa tigela grande coloque o chocolate e leve para derreter, depois espere amornar e junte a manteiga, mexa até tudo ficar bem misturado e homogêneo, em seguida adicione o açúcar, canela, sal, mexa bem. Por fim coloque a farinha e as sementes de abóbora. Se preferir abra a massa sobre uma superfície enfarinhada e corte usando cortadores em forma de estrela, em seguida pincele sobre cada biscoito um pouco de clara ligeiramente batida e salpique com açúcar granulado, esta é a versão do livro. Eu deixei a massa firmar um pouco na geladeira, fiz bolotas com ela, nivelei na palma da mão, mergulhei um lado da massa na água fria e depois passei no açúcar granulado. Leve para assar, cerca de 18min, espere uns 5min para tirar da assadeira - não esqueça de untar, ou forrar com papel manteiga, a assadeira.
rende: 18 biscoitinhos (meia receita).


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

salada com avocado, bacon e roquefort



Salada é sempre associada a algo light, saudável. Eu discordo em partes, saladas leves me servem bem como acompanhamento, mas minhas preferidas são as de prato único, com vários ingredientes e me deixam saciada até a próxima refeição. Esta é uma delas, com bacon e roquefort não dá pra chamar de light, né? Também foi a primeira vez que experimentei avocado, passei a ver com frequência no sacolão e resolvi experimentar primeiro em algo que não fosse guacamole, e gostei bastante. Adaptei pouquinho a receita, não tinha rúcula e usei três tipos de alface. Daqui.

5 fatias de bacon, cortada em pedacinhos
3 colheres (sopa) vinagre de vinho tinto
3 colheres (sopa) azeite
sal e pimenta
150g tomate cereja (eu gosto do italianinho)
1 avocado, cortado em pedacinhos
150g de rúcula
1 maço de alface
3 cebolinhas
150g queijo roquefort esmigalhado (gorgonzola, ou outro queijo azul)

Frite os pedacinhos de bacon, transfira para um prato forrado com papel toalha e reserve. Misture o vinagre, azeite, sal e pimenta e espalhe sobre as folhas. Divida as folhas em porções individuais e por cima coloque os tomatinhos, espalhe o bacon, avocado, cebolinha e roquefort.
serve: 6 porções.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

crumble de trigo sarraceno e amora


Ganhei um monte de amoras do meu sogro, enquanto separava as maduras das outras mais durinhas pensava no que faria com elas, se batia tudo no liquidificador e usaria o suco num bolo, se usaria aos poucos em muffins, aí o marido chegou perto pra ver o que estava fazendo e perguntou em forma de afirmação: vai fazer crumble, né? Pronto, estava decidido. Só queria usar outra farinha diferente, já que o centeio foi tão exitoso, e lembrei do sarraceno, procurei algumas receitas e esta foi a que mais me agradou, além de poder usar o xerém de castanha-do-caju que estava meio esquecida, por minha conta e risco. Receita desse lindo blog.
E por fim, queria agradecer a aparição deste bloguinho na revista Casa e Comida, fiquei imensamente feliz figurar numa lista desta - especialmente porque esta semana é meu aniversário - e vale conhecer outros blogs muito legais!

amoras, quanto baste para um refratário de 20cm (esqueci de pesar)
85g trigo sarraceno
50g aveia
50g xerém de castanha-do-caju
80g açúcar demerara
pitada de sal
80g manteiga, gelada

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte um refratário de 20cm de diâmetro, espalhe as amoras e jogue algumas colheradas de açúcar por cima, reserve. Para a cobertura, misture o sarraceno, aveia, xerém, açúcar e sal, por fim coloque a manteiga, misture com as pontas dos dedos, fazendo a farofinha. Espalhe sobre as amoras e leve ao forno até a cobertura dourar e as amoras borbulharem.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

caponata de beringela


`
Eu tenho lá um pezinho na Bota, parte da família do meu pai veio da Itália, mas infelizmente todos faceleram muito cedo, não tive acesso àquela tradição oral da família. No máximo tomei pra mim um par de brincos que era da minha avó, este brinco é uma das poucas lembranças que tenho dela usando-os, anos atrás peguei pra mim e não tiro por nada. Por estes motivos, culinária italiana nunca foi presente na minha vida, nem nas minhas memórias de infância, ao contrário da culinária portuguesa, esta sim, viva e presente na minha vida e sem planejar, já inserindo minha filha nesta cozinha afetiva. Logo, a receita dessa caponata não poderia vir de um italiano, e sim de um inglês, num dos livros do Jamie Oliver. Encontrei outras duas receitas em outros livros e todas as três eram bem diferentes entre si - mas aqui não tenho nenhuma intenção de ser purista e passar a receita da caponata verdadeira, com pedigree. Foi apenas a mais fácil dentre todas, fiz meia receita e algumas modificações, aqui segue a receita inteira, para 4 pessoas.

azeite
2 beringelas grandes, cortadas
1 colher (chá) orégano seco
sal e pimenta-do-reino moída na hora
1 cebola roxa pequena, picadinha
2 dentes de alho, picadinhos
um punhado grande de salsinha, picada
1 talo de salsão, picado
2 colheres (sopa) alcaparras, escorridas e picadas
1 punhado de azeitonas pretas, sem caroço e picadas
3 colheres (sopa) vinagre de vinho tinto
5 tomates maduros, picados grosseiramente
2 colheres (sopa) lascas de amêndoas (opcional)

Aqueça o azeite numa panela grande. Coloque a beringela picada, orégano, sal e pimenta, mexa bem até que a beringela esteja envolvida pelo azeite, deixe cozinhar por mais 5min. Depois que a beringela dourar, adicione a cebola, alho, salsinha, salsão, misture e cozinhe por mais alguns minutos. Se perceber que a mistura está ficando muito seca adicione mais azeite. Adicione as alcaparras e azeitonas. Coloque o vinagre, espere evaporar, então coloque os tomates e cozinhe por uns 15 min, ou até que os tomates estejam tenros. Acerte o tempero, coloque um pouco mais de azeite, espalhe mais salsinha e amêndoas lascadas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

pão de limão e cardamomo



Semanas atrás eu queria porque queria preparar pão, mas queria o tradicional, com sova, fermentação e tudo mais, e também precisava ser aromático, com especiarias ou outros ingredientes. Pega livro aqui e ali, e nada de achar. Até me lembrar desta receita que foi o motivo de comprar este livro, e sem querer me vi fazendo outro soda bread. Ficou feinho, com essa aparência rústica e esfarelento ao cortar porque usei a farinha integral mais grosseira, até meio flocada, era o que tinha. O sabor ficou ótimo - ainda bem, né? - o cardamomo ficou bem acentuado (usei moído na hora), e delicioso com geleia de morangos, caseira que é pra aproveitar a época.

1 xícara farinha de trigo refinada
1 xícara farinha de trigo integral
½ colher (chá) sal
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) açúcar
½ colher (chá) cardamomo em sementes
6 colheres (sopa) manteiga, gelada
1 ovo
raspas de 1 limão
½ xícara buttermilk
1 colher (sopa) manteiga derretida

Unte uma forma redonda de 20cm, pré-aqueça do forno a 180ºC. Peneire os ingredientes secos numa tigela. Corte em pedacinhos as manteiga (do tamanho de ervilhas). Misture o ovo, raspas e buttermilk, em seguida adicione à mistura de farinhas e mexa somente até combinar. Despeje a massa sobre uma superfície enfarinhada e sove rapidamente a massa até ficar macio e homogêneo, não mais que 1 minuto. Dê um formato redondo à massa e coloque na forma preparada, faça alguns cortes no topo e pincele com a manteida derretida. Asse por 35min, ou até dourar e ficar firme ao toque.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

bolo de abóbora com gotas de chocolate


De vez em quando estou buscando receitas de bolos de abóboras, até agora aquelas que experimentei continham muitas especiarias, e com este bolo descobri que as especiarias mascaram o sabor da abóbora. Este bolo é bem saboroso, e para minha surpresa tem gosto de bolo de cenouras, isso mesmo. Até o fato de conter bastante chocolate se assemelha ao de cenoura. Achei inusitado, e claro que foi uma boa surpresa. Bolo simples de tudo para preparar. Receita daqui.

1 xícara purê de abóbora
3 ovos
1 colher (chá) baunilha
¼ xícara sour cream
¾ xícara óleo vegetal
1 ⅔ xícara farinha de trigo
1 xícara açúcar
½ colher (chá) sal
½ colher (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
1 ¼ xícara gotas de chocolate

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês (23x10cm), forre o fundo com papel manteiga. Numa tigela grande peneire e misture a farinha, açúcar, sal, fermento e bicarbonato. Em outra tigela misture o purê de abóbora, ovos, baunilha, sour cream e óleo. Coloque esta mistura na tigela de secos, misture bem. Coloque 1 xícara das gotas de chocolate e misture. Por fim, colouqe a massa na forma, e espalhe ¼ xícara do chocolate. Leve ao forno por 65-70min, ou até um palito sair seco. Espere esfriar uns 20 minutos antes de desenformar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

crumble de centeio com morango


Como vocês sabem - e vêem por aqui - estou sempre pesquisando e preparando receitas novas de crumble, minha sobremesa com fruta preferida. Daí pensei em variar os tipos de farinhas das coberturas também. Esta primeira variação deu muito certo, encontrei esta receita com ruibarbo e fiz minhas adaptações, especialmente colocando menos açúcar e mais gengibre.

recheio:
2 bandejinhas de morango, sem cabinhos
2 colheres (sopa) açúcar mascavo
1 colher (sopa) açúcar refinado
2 colheres (sopa) vinagre balsâmico
2 colheres (sopa) farinha de trigo
2 colheres (chá) gengibre fresco, picadinho

cobertura:
¾ xícara farinha de centeio
¼ xícara manteiga, gelada e cortada em cubinhos
½ xícara açúcar mascavo escuro
½ xícara nozes, picadas grosseiramente

Numa forma, ou refratário de uns 20cm, coloque os morangos picados, açúcares, balsâmico, farinha e gengibre, misture bem e reserve. Em uma tigela coloque a farinha e manteiga, esfregue bem com as pontas dos dedos, até formar uma farofa, adicione o açúcar e nozes, misture. Espalhe esta mistura sobre os morangos. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30-40min, ou até dourar o topo e o morangos borbulhar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

salada caeser


Aqui perto de casa tem uma lanchonete - dessas hamburguerias tradicionais - que salva jantares quando estou muito cansada (um dos efeitos colaterais dos meus remédios é fadiga, não acontece todos os dias, felizmente). Semanas atrás troquei o acompanhamento de batata para esta salada, achava que era coisa mixa, queijo ralado de saquinho, nada disso, era deliciosa e tinha tudo o que deveria ter. Pronto, foi o suficiente para querer preparar, esperar o dia de sacolão e trazer cinco pés de alface para casa, de vários tipos. Quando fui procurar receitas do molho, todas apontavam para ovos crus, fiquei meio assim de preparar um molho cuja base é ovo cru. Pego umas colheradas de massa de bolo raspada da tigela sem medo de ser feliz, mas o molho todo me parecia demais. Bom, fiz o molho, peguei os ovos mais frescos que tinha - compro sempre de meia dúzia cada vez - e ninguém aqui em casa pegou salmonella e aproveitamos uma ótima salada. Receita do Emeril, que eu coloquei menos azeite, achei que era demais.

molho:
1 ovo
3-4 filés de anchova, picadinhas
2 dentes de alho
2 colheres (sopa) sumo de limão
1½ colher (chá) sementes de mostarda
¾ xícara azeite
½ xícara azeite extra-virgem
¾ xícara queijo parmesão ralado
gotinhas de Tabasco
½ colher (chá) molho inglês
pimenta-do-reino
alface
croutons*

Coloque o ovo, anchovas, alho, limão e mostarda no processador, e deixe ligado por 1min (ou mais, para o molho ficar mais espesso), enquanto o processador estiver ligado, coloque o azeite lentamente, até ficar completamente incorporado e homogêneo. Desligue o processador e coloque ¼ xícara do queijo, Tabasco, molho inglês, sal e pimenta. Transfira para uma tigela. Na geladeira, tampado, o molho dura cerca de 1 semana.
Numa tigela coloque a alface, o queijo restante, um poquinho de sal e pimenta, e os croutons, misture e coloque o molho. Sirva imediatamente.
*Para fazer croutons eu uso pão de forma cortado em cubinhos. E também um molho com óleo vegetal, orégano seco e Tabasco. Coloco os cubinho de pão numa forma retangular, espalho o molho, mexo tudo com uma espátula de silicone, e se ainda estiver muito seco, rego com azeite. Levo ao forno até dourar e ficar crocante.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

mais uma sopa de brócolis


O inverno acabou e já estamos com um pezinho na primavera, por isso, com este post encerro a temporada de sopas na minha cozinha e no blog. Fiquei com mania de brócolis nos últimos meses, colocava em quase tudo que preparava, descobri duas receitas ótimas, esta e aquela outra. Fico até feliz que o inverno foi embora, anos atrás adorava o frio, quanto mais frio, melhor. Agora não mais, fico até animada com um dia mais quente, deve ser a idade chegando - e ando me sentindo super velha ultimamente, mas este é assunto para um outro post, ou não.
Receita do desse livro aqui.

2 colheres (sopa) azeite ou manteiga
1 cebola grande picada
1 talo de brócolis (em SP chamamos de japonês/ninja, parece couve-flor verde)
2 dentes de alho, picados
½ xícara vinho branco seco
3 xícaras caldo de legumes (usei água)
1 xícara creme de leite
sal e pimenta a gosto

Coloque o azeite numa panela funda e deixe esquentar bem, então adicione a cebola, brócolis, alho e uma boa pitada de sal, e adicione pimenta. Cozinhe até a cebola ficar macia, mais ou menos 5-10min. Adicione o vinho branco e cozinhe por mais 1min, em seguida coloque o caldo de legumes e cozinhe por mais 10-15min, ou até o brócolis ficar bem macio. Use um mixer (ou liquidificador) até ficar uma mistura homogênea. Adicione o creme de leite, e misture bem.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

crumble de maçã e coco


Apesar do crumble de morango ser meu preferido, eu faço mais de maçãs, talvez porque elas sejam onipresentes em casa, como já falei antes. Mas agora a Clara, e seus gloriosos 6 dentinhos, consegue morder pedaços pequenos de maçã sozinha, o que já é motivo de alegria e orgulho ver meu bichinho crescendo - antes eu cozinhava várias maçãs no vapor e fazia purê, porque sou bem incompetente na arte de raspar com a colher - então a fruta agora tem rotatividade. Bom, eu precisei abrir exceção para este crumble, porque a combinação com coco me deixou curiosa e tinha um bom tanto de coco fresco na geladeira e ele estraga rápido demais! O aspecto não ficou dos melhores, mas é muito saboroso e crocante. Receita deste livro.

1colher (sopa) manteiga amolecida, para untar o refratário
100g manteiga, cortada em cubinhos
90g açúcar
1 colher (chá) baunilha
80g farinha de trigo, ou um pouquinho mais
60g coco ralado
4-6 maçãs médias (ou peras)

Pré-aqueça o forno a 225ºC. Unte um refratário com a manteiga. Numa tigela coloque a manteiga, açúcar, baunilha, farinha e coco e esfregue tudo com as pontas dos dedos, até formar uma farofa. Reserve. Descasque e corte as maçãs em fatias e disponha sobre o refratário, Espalhe a farofinha do crumble por cima e leve ao forno por 25-30min, ou até ficar dourado.
*Eu preferi cortar as maçãs em fatias finas e assar tudo junto com a farofinha. No livro a indicação é fazer somente uma camada de frutas e levar ao forno por 10min, e depois colocar a cobertura e finalmente levar ao forno por maia 25min.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

bolo de banana, coco e cereja seca


Sempre tive dificuldade em eleger preferidos: música, banda, comida, filme, livro, série... isso depende do humor, da minha fase na vida, no dia. Mas já consigo eleger alguns favoritos, James é minha banda de coração, ouço desde a adolescência, e passei a última década ouvindo direto, gostando cada vez mais, desabei pro Chile só para vê-los tocar, depois eles vieram aqui, do lado de casa, tocar no Cine Jóia, morri quando soube que eles estavam no Peru e não teria turnê sul-americana. James é uma espécie de The Smiths que deu certo, com certeza fãs do Morrissey irão discordar, mas desculpa, eu só tenho respeito pelo Johnny Marr.
Também consegui eleger Crime e Castigo como meu livro preferido, já li e reli umas 4 ou 5 vezes, não tenho certeza. Leitura é como uma viagem, na primeira vez a gente quer chegar logo ao destino, mas uma vez o destino já conhecido, podemos apreciar o viajar, olhar a paisagem, e a cada nova viagem mais detalhes que estavam o tempo todo lá são percebidos. Por isso que eu gosto muito de reler textos que já conheço, como música, que ouvimos repetidas vezes.
Agora, no quesito bolo/muffin de banana, ainda não posso apontar meu favorito, por isso vivo experimentando novas receitas - tenho mais umas 3 na fila para testar. Esta receita é da Nigella, gostei da adição de cereja seca, fica um azedinho bom na massa úmida. É  a terceira vez que preparo, é um bolo meio chato de assar, o palito seco engana, na segunda vez o bolo foi afundando depois que tirei do forno e descobri que ficou cru no meio. Desta vez ficou certinho (até na foto do livro ele está afundado), só não deu para mostrar porque o marido levou pro escritório e salvei estas fatias para mim :)

9 colheres (sopa) manteiga derretida
4 bananas amassadas (cerca de meio quilo medido com casca)
¾ xícara (chá) açúcar 
1 xícara + 2 colheres (sopa) farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
⅔ xícara cerejas secas
1 xícara coco ralado (usei coco flocado)

Pré-aqueça do forno a 160ºC. Unte uma forma retangular (23x10cm), forre com papel manteiga o fundo e enfarinhe as laterais. Amasse as bananas e reserve. Numa tigela coloque a manteiga derretida e o açúcar, misture bem, adicione a banana e mexa. Em seguida coloque a farinha, fermento e bicarbonato, mexa. Por fim, misture as cerejas e coco ralado. Coloque na forma e nivele a massa. Asse por 50min, ou mais. Se certifique que está completamente assado no meio da forma.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

sopa cremosa de milho


Este inverno foi das sopas aqui em casa, nunca preparei tantas vezes e tão diferentes sabores (ainda tem mais uma receita na fila para postar), até o marido se aventurou na cozinha algumas vezes em busca da canja perfeita. 
Semanas atrás fiquei doente e sentia náuseas o tempo todo, mal tinha apetite e o vegetais na geladeira envelheceram, as espigas de milho macias e suculentas que comprei ficaram duras, e logo me lembrei desta receita, que é velha conhecida por aqui. Super fácil de fazer, fica deliciosa com um pouco de parmesão ralado por cima, recomendo.

1 colher (sopa) manteiga
2 colheres (sopa) cebola picada
2 espigas de milho, grandes
¼ colher (chá) cúrcuma
1 litro de caldo de galinha
2 colheres (sopa) creme de leite
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão

Derreta a manteiga na panela e coloque a cebola para refogar, adicione o milho debulhado e também refogue por alguns minutos. Em seguida coloque a cúrcuma, caldo de galinha, deixe cozinhar por uns 10-15min. Bata tudo no liquidificador por 1-2min, passe pela peneira, coloque de volta na panela, adicione o creme de leite, acerte sal e pimenta. Sirva com queijo por cima.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

brownie de farinha de amêndoa


Fiquei tão curiosa com o sabor deste brownie que nem me atentei ao fato dele ser gluten free. Logo lembrei da minha mãe, que é celíaca e poderia comer estes brownies, mas há contradições em todos seres humanos e minha mãe adora chocolates em barra, bombons, porém, detesta bolo de chocolate. Às vezes ela comenta comigo da moda das pessoas eliminarem o glúten da alimentação por acharem que faz bem à saúde, e diz que esse povo só faz isso porque pode, a qualquer momento, comer um pãozinho quentinho com manteiga, e arremata: gente besta. Não posso discordar, mãe.
Com ou se glúten, fato que estes brownies fizeram sucesso aqui em casa, marido ficou  trabalhando de madrugada e quando acordei na manhã seguinte só sobrou um quadradinho, pudera, são bem úmidos, doces na medida e intensamente chocolatudos. Receita daqui.

200g chocolate meio-amargo, uso dividido (ou chocolate ao leite)
½ xícara manteiga
3 ovos grandes 
¾ xícara açúcar
1 colher (chá) baunilha
¾ xícara farinha de amêndoas
2 colheres (sopa) cacau
1 colher (chá) café solúvel (opcional)
½ colher (chá) fermento em pó
¼ colher (chá) sal

Numa tigela média coloque o 110g do chocolate e manteiga para derreter (usei o microondas, mesmo). Em outra tigela grande bata com fouet os ovos, açúcar e baunilha. Coloque a mistura de chocolate na tigela dos ovos e misture bem. Em seguida coloque os ingredientes secos e misture somente para incorporar, despeje numa forma quadrada de 20cm, untada e forrada com papel alumínio, espalhe o chocolate restante sobre a massa, e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30min. Espere esfriar completamente para desenformar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

linguine com azeite trufado


Muita gente diz que cozinhar é um ato de amor, ou como a Cora Coralina disse: uma forma de amar os outros. Para outra gente cozinhar é terapia, esquecer por um tempo a vida e seus problemas. Há ainda quem diga que cozinha para partilhar com quem ama, deixando o estômago e o coração quentinhos. Meu coraçãozinho de pedra não concorda com nenhum desses motivos. Eu cozinho para mim e ponto final. Não é tão radical quanto parece. Meu marido melhorou bastante, mas ainda é enjoadinho para comer, agora tenho uma filha que por enquanto se alimenta principalmente de papinhas feitas por mim e aos poucos vai experimentando outros sabores (caldo verde, seu preferido).
Na minha infância lembro que minha mãe contava com um pequeno repertório de receitas que ela executava muito bem, mas quando queria se aventurar num prato novo e meu pai não gostava, não importava a opinião minha e do meu irmão, ela simplesmente não fazia mais, tudo bem, minha mãe é de outro tempo, temos uma grande diferença de idade e ela tem outra visão sobre a mulher dentro de um casamento. E foi isso que motivou meu pensamento de "eu cozinho pra mim, assim não preciso depender de ninguém". É no almoço de uma porção que sai meus melhores pratos, é na metade do bolo que vai pro freezer que descubro outras combinações e assim vai. É claro que essa visão não é rígida, às vezes cozinho algo só porque o marido gosta, como um cafuné culinário, às vezes me pego fantasiando sobre os lanchinhos que a Clara vai levar para a escolinha, e sei que o azeite trufado é um gosto próprio e adquirido, assim como os queijos fedidos, cogumelos frescos e sardinhas fritas.
Falando em azeite trufado, eu sei que é um sabor sintético, custaria fortunas inimagináveis se fosse natural, mas eu gosto, principalmente pelo cheiro, me agrada bastante. E tem essa receita da Nigella, que parece um molho Alfredo com azeite, a porção é exatamente para uma pessoa, happily, como ela escreveu, eu adoro, faço de vez em quando e acho a receita irretocável. Vamulá:

100g de linguine (eu uso um medidor de macarrão)
1 ovo
3 colheres (sopa) creme de leite
3 colheres (sopa) queijo parmesão ralado
gotinhas de azeite trufado branco, ou a gosto
sal e pimenta-do-reino
1 colher (sopa) manteiga

Coloque a água para cozinhar o macarrão. Enquanto isso misture o ovo, creme de leite, queijo, pimenta e azeite. Retire o macarrão do fogo 2 min antes do indicado na embalagem, antes de escorrer toda a água, guarde ¼ de xícara. Recoloque o macarrão na panela, adicione a manteiga e 1 colher de sopa da água do cozimento, mexa até a manteiga derreter e estiver envolvida ao linguine. Coloque a mistura do ovo e mexa sem parar até ficar homogêneo e cremoso. Acerte o sal, pimenta e azeite.
rende: 1 porção                      

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

muffin de banana, chocolate e chia


Eu que não sou dada a modinhas, agora estou na onda dos "grãos saudáveis", que curam doenças e nos tornam imortais. Tenho aqui em casa para usar chia, gergelim, amaranto, quinua, painço, trigo de sarraceno, nas suas mais diferentes formas: farinha, farelo, flocos, integrais, etc. A motivação é curiosidade, mesmo, e entrar na moda de vez em quando - melhor que usar animal print. Bom, a chia já usava há um tempo misturando no mingau de aveia, ficou bem boa no muffin, aliás, este é o primeiro muffin sem ovos que eu gostei, ficou fofinho - e não borrachudo como outros que já experimentei. Receita daqui.
E a música chicletinho da semana foi Little Talks, vi a banda tocando no programa do Graham Norton - esse horário a TV tá sempre ligada e ninguém assistindo, ouvi de passagem e depois viciei.

2 xícaras farinha de trigo com fermento*
3 colheres (sopa) sementes de chia
½ xícara coco ralado
⅔ xícara açúcar
1 xícara banana amassada
7 colheres (sopa) manteiga, derretida e fria
½ xícara leite
⅔ xícara chocolate ao leite, picado (usei meio-amargo em gotas)

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Peneire a farinha, adicione sementes de chia, coco e açúcar numa tigela e reserve. Em outra tigela coloque a banana, mateiga derretida e o leite. Adicione à mistura de farinha, misture rapidamente e coloque o chocolate, mexa até toda a farinha ser envolvida à massa, não misture demais. Coloque a massa nas forminhas, guarde alguns pedacinhos/gotas de chocolate para colocar no topo Asse por 20min, ou até um palito sair seco.
rende: 12 bolinhos
*para 1 xícara de farinha de trigo, coloque 1 colher (chá) fermento em pó, ¼ colher (chá) bicarbonato de sódio e ¼ colher (chá) sal.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

bolo de avelãs e figos


Meu primeiro interesse real na vida foi música - a Patrícia fez um post falando das capas da revista Capricho, e lembrei que nesta idade, do início da adolescência, eu não estava nem aí pra Ana Paula Arósio, estava lendo as colunas do André Forastieri na Bizz. E lá se vão uns 20 anos nisso, faz um tempo que eu parei de procurar bandas legais (o marido faz isso ainda e eu acompanho por ele). Ouvi muita porcaria, e muita coisa boa, tive milhões de fases que variavam entre Bon Jovi, Sepultura e Portishead. Tenho minha banda favorita do coração. E às vezes ouço um pedacinho de uma música no rádio que me prende de tal forma que passo semanas ouvindo a mesma banda e repetindo a mesma música. Dessa vez foi o Oingo Boingo, tenho uma foto do Danny Elfman na capa do meu FB, e fico ouvindo Out Of Control ad aeternum. Este bolo foi inteirinho preparado ouvindo só esta música e acho que foi um bom ingrediente acrescido à massa.
Sobre o bolo fiquei decepcionada com a aparência dele, vi num programa do Bill Granger tempos atrás, me lembrava que depois de assado as metades de figos ainda estavam visíveis, e minha massa afogou os figos, tanto que só deu para ver depois de cortado. Mas isso foi um detalhe, o bolo é ótimo e o mel combina lindamente.

125g (½ xícara) manteiga
150g (¾ xícara) açúcar
75g (½ xícara) farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó
3 ovos
100g avelãs moídas
50g avelãs picadas
8 figos pequenos
mel, quanto baste

Prepare uma forma redonda de 20 cm untando o fundo e as laterais, depois cubra tudo com papel manteiga, reserve. Bata a manteiga e açucar até formar um creme claro e fofo. Misture a farinha e fermento, e bata ligeiramente os ovos. Adicione à mistura de manteiga a farinha e os ovos, alternadamente. Por fim, coloque as avelãs moídas, depois as picadas. Coloque a massa na forma preparada, nivele a massa e disponha os figos cortados ao meio, com a parte de dentro virada para cima. Leve ao forno pré-aquecido a 180 por 1h. Depois de frio, regue com mel e sirva.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

pão de centeio com alcaravia - e almas gêmeas


Dias atrás apareceu na minha TL do feissy esta notícia, na hora comentei com o marido e tive a surpresa que ele acredita em almas gêmeas. Como assim? A gente passa quase uma década ao lado da pessoa e descobre que ainda não conhece o bastante. Assim, acho a ideia de alma gêmea (e entra a música do Fábio Jr. na cabeça sem data pra ir embora) bonitinha, há outras versões, mas né? Não dá. Bom, sou uma pessoa cética sobre a maioria das coisas, não acredito nem em alma, ainda mais que elas vêm aos pares! Só acredito no acaso, este age o tempo todo, não julga, não pune, não salva, não presenteia, apenas age sobre nossas vidas com uma força cega e cabe a nós decidir se é bom ou mau.
Chega de filosofia barata. Alguns pares funcionam muito bem, devo admitir, e parecem que nasceram um para o outro, tipo, pão com manteiga. No caso aqui se trata de um soda bread, não precisa sovar e o bicarbonato de sódio é o agente que faz crescer. Gostei de toda a combinação, fica meio adocicado e a manteiga salgada dá um tchans a mais. Receita daqui.

2 xícaras farinha de centeio
1 xícara farinha de trigo refinada
2 colheres (chá) fermento em po
1 colher (chá) bicarbonato de sódio
1 colher (chá) sal
1 ¾ xícara buttermilk*
¼ xícara melado de cana
1 ovo grande
1 colher (sopa) raspas de laranja
1 colher (sopa) alcaravia (kümmel)
4 colheres (sopa) manteiga derretida

Numa tigela misture o centeio, trigo, fermento, bicarbonato e sal. Em outra tigela grande coloque buttermilk, melado, ovo e raspas. Coloque a mistura de farinhas na tigela do buttermilk e mexa rapidademente, até toda a mistura seca estiver misturada à molhada. Por último adiocione a alcaravia e manteiga. Coloque numa forma retangular (23x10cm) untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido a 180 por 55min, ou até um palito sair seco.
*para fazer buttermilk, adicione 1 colher de sopa de vinagre, ou suco de limão, à 1 xícara de creme de leite. Deixe, no mínimo, por 15 minutos antes de usar.
Meu pão ficou baixinho porque usei uma forma maior do que indicada na receita.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

sopa de brócolis


Lá no sacolão que vou a cada quinzena tem muita variedade, mas vegetais orgânicos são bem poucos, umas cenouras muchas junto aos ovos e só. Na última compra, já a caminho do caixa vi embalada na bandejinha de isopor uma cabeçona de brócolis linda, imensa, verdinha, fresca, barata e com selinho de orgânico. Eu sou meio descrente dessa coisa de comida orgânica em larga escala, acho mais um rótulo, um estilo de vida que algo viável, pois se toda a humanidade voltasse a comer alimentos sem agrotóxicos, pesticidas, hormônios, simplesmente não teríamos comida para todo mundo e voltaríamos alguns séculos quando a história da humanidade era a história da fome - sem falar no preço, que já mataria de fome os pobres, que morreriam de um jeito ou de outro. Bom, decidi levar o brócolis tendo em mente uma sopa que vi em algum dos livro e não me lembrava qual. Ficou maravilhosa, esse jeito de fritar o brócolis de um lado só deixa com um sabor indescritível, apesar dos poucos ingredientes. Receita do Franny's.

¾ xícara + 3 colheres (sopa) azeite
9 xícaras de flores de brócolis, cerca de 2 "cabeças" grandes, picadas
2½ colheres (chá) sal
2 colheres (sopa) manteiga
3 colheres (sopa) alho picado
1½ xícaras de cebola picada
3 xícaras água
¾ colher (chá) pimenta-do-reino
5 colheres (chá) suco de limão
queijo parmesão ralado

Numa panela alta, aqueça 3 colheres de azeite em fogo alto. Adicione os pedaços de brócolis até cobrir toda a panela, sem empilhar os pedaços, deixe cozinhar, sem mexer, por uns 3 a 4 minutos, ou até ficar frito, marrom e um pouco tenro. Retire da panela, coloque numa tigela, e repita até todo o brócolis acabar, adicione um pouco de sal na tigela, mexa e reserve. Abaixe o fogo, adicione manteiga e mais 3 colheres de azeite, deixe a manteiga derreter e coloque o alho e cozinhe por 1 a 2 minutos. Coloque as cebolas, tempere com sal e cozinhe até ficar transparente. Adicione o brócolis e a água, tempere com sal, pimenta e cozinhe por uns 5 minutos, ou até ficar macio. Use um mixer - ou processador de alimentos - e deixe a sopa com a consistência de um purê, se preferir deixe alguns pedaços, coloque pimenta e o suco de limão. Para servir, coloque queijo ralado e um pouco de azeite em cada prato.
serve 4 a 6 porções
Fiz meia receita e rende bem para 2 pessoas.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

granola de cereja seca e amendoim


Fazia muito tempo que não preparava granola - nem comprava pronta - fiquei nesta de ovomaltine e não quis mais experimentar outra. Até que me empolguei e comprei um pacote grandinho de cereja seca, vi no Sam's Club e se não levasse já sabia que ficaria arrependida, e já estou botando em prática minha resolução de voltar a comer mais comida caseira (tenho conseguido, por enquanto até mais fácil que esperava, e com pratos ainda mais simples do que fazia antes), deixando delivery para emergências, ou pura indulgência, e não prática corrente. Esta granola me pareceu com jeito de inverno, cheia de especiarias, adaptei poucas coisas. Rende muito, fiz meia receita e já achei um exagero, aqui transcrevo as medidas da meia receita. Veio do The Sweet Melissa Baking Book.

2½ xícaras aveia em flocos
1½ xícara flocos de centeio (usei de cevada também)
¼ xícara sementes de girassol
¼ xícara linhaça
½ xícara sementes de abóbora sem sal
½ xícara amendoim cru
¼ xícara leite em pó
¼ xícara óleo vegetal
¼ xícara mel
¼ xícara melado de cana
½ colher (chá) canela
¼ colher (chá) noz-moscada
¼  colher (chá) cravo em pó
¼  colher (chá) gengibre em pó
¼ colher (chá) pimenta-da-jamaica
½ xícara uva-passa (usei da branca)
½ xícara cereja seca
½ xícara cranberry seca

Misture, nunca tigela grande, a aveia, flocos, sementes e leite em pó. Numa panelinha coloque o óleo, mel, melado e as especiarias, leve ao fogo e deixe ferver por uns 3min. Despeje esta calda quente sobre a mistura de grãos, misture bem, até que tudo esteja envolvido pela calda. Espalhe sobre uma assadeira grande, forrada com papel manteiga, ou duas assadeiras, não deixe a mistura muito alta, senão ficará difícil mexer. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, mexendo a cada 15min, por 1h30 a 2h, ou tudo ficar dourado e com aspecto mais seco. Recoloque a mistura na tigela e adicione a uva-passa, cereja e cranberry, misture bem e guarde em pote hermético.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

muffins de laranja e chocolate branco


Aêêê! Copa do mundo já é assunto de ontem, e podemos voltar à cozinha e aos outros assuntos. Adorei estes muffins, ficaram com cor de verão para mim, talvez pelos elementos amarelos da farinha de milho, laranja. Ficaram muito saborosos e úmidos, e até meu marido que não é muito chegado aos muffins comeu sem que eu precisasse insistir oferecer, mas isso não impediu que metade da fornada fosse parar no freezer para algumas "emergências" no lanche vespertino. Receita aqui.
E sei que não deu para ignorar completamente a final da Copa (estava no mercado com o Galvão Bueno berrando numa das tevês), acharia muito divertido se a Argentina ganhasse o campeonato aqui no Brasil, porque acho muito divertido pessoas que torcem demais pra qualquer esporte, ao invés de praticarem o esporte que gostam. Bom, eu adoro a Argentina pelas empanadas, alfajor e principalmente pelo Soda Stereo, que me deu uma das músicas favoritas da vida inteira, Musica Ligera


1⅔ xícara farinha de trigo
xícara fubá (usei sêmola de milho)
2 colheres (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
¾ xícara açúcar
6 colheres (sopa) óleo vegetal
1 ovo
¾ xícara leite
1 laranja, raspas e suco
1 xícara chocolate branco picado, ou gotas

Numa tigela grande coloque a farinha, sêmola, fermento, bicarbonato e açúcar, misture. Em outra tigela coloque o óleo, ovo, leite, raspas e suco de laranja, misture bem. Coloque esta mistura na tigela da farinha, desta vez misture ligeiramente, até a farinha ser absorvida pelo liquido, não há problema se a massa ficar empelotada. Por fim, coloque as gotas de chocolate, misture para envolver, e coloque a massa nas forminhas. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, por uns 20min, ou até ficar totalmente assado.
rende: 12 bolinhos

segunda-feira, 30 de junho de 2014

canapés para não torcer para a seleção...


... ou para torcer, se você quiser. Este último sábado tinha certeza que o jogo do time do Brezeel era às 17h, e precisávamos sair para resolver algumas coisas na rua antes que tudo fechasse, mas só achamos os lugares fechados, poucos carros nas ruas. Aí me dei conta do horário do jogo, e voltamos para casa. Nessas fico achando que São Paulo não é a megalópole de quase 11 milhões de pessoas que se orgulha de ser, e sim uma cidade de interior, dessas bem pequeninas que nada acontece. 
Nos outros jogos eu nem liguei a televisão, e nem soube o placar, mas este, que também não vi, estava bem aborrecida por ter meu dia atrapalhado porque as pessoas queriam assistir na televisão 22 caras muito, muito ricos correndo atrás da bola. Sim, eu só olho pro meu próprio rabo, e não sou rica como o Neymar.
Enquanto o jogo rolava, marido jogava videogame, nós ouvíamos a música, bebê engatinhava na velocidade 2 do créu, e eu preparava estes canapés. É algo que minha mãe preparava quando tinha visita em casa, é lembrança de infância, é rápido, baratinho, a gente sempre tem estes ingredientes em casa e sempre dá vontade de comer mais um.

Bom, não tem muita receita, é só cortar os pães de forma em 4. Misturar óleo vegetal (ou azeite), queijo ralado daqueles de pacotinho de 100g e orégano seco. Vá colocando um pouco de cada, até formar uma pastinha. Fica a seu critério que tenha mais orégano ou mais queijo. Passe em cada quadradinho de pão, coloque numa assadeira e leve ao forno pré- aquecido até dourar embaixo. Prontinho, mais fácil que o Neymar cair em campo.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

pot pies de lentilhas e cogumelos


Durante esse tempo de tratamento psquiátrico tive que abrir mão de várias coisas, saber priorizar o que era importante. Por muitas vezes fiquei frustrada e com raiva por não conseguir "dar conta de tudo" - e como é opressiva esta expectativa, especialmente sobre as mulheres/mães, chega a ser cruel, perverso, mesmo - mas muitas se orgulham de serem multi-tarefas, quando são apenas burras de carga de salto alto e maquiagem.  Bem, voltando, obviamente a Clara era a prioridade, mesmo dividindo as tarefas com o marido. E uma das coisas que descuidei completamente foi da alimentação, comia qualquer sanduíche no almoço, e o jantar era sempre comida pronta, seja aqueles congelados horríveis, ou comida de entrega. Toda a compra de sacolão era destinada à alimentação da bebê, me sobravam algumas uvas. Além do impacto no orçamento, esse monte de comida "desconhecida" deu uma estragada no meu corpo, fiquei mais doente (eu que tenho sistema imunológico de vira-lata), ganhei muito peso - bem além do que é efeito colateral dos medicamentos, meus exames de sangue deixaram de ser nota dez. Decidi que era hora de voltar a cozinhar como de costume, mesmo que nem todos os dias consiga ter alguma comida decente na panela. Tenho muitas lentilhas por aqui, a Clara gosta quando coloco na sua papinha, e com os onipresentes cogumelos vi que esta receita parecia deliciosa, fiz um monte de adaptações, o link pra receita original está aqui, o topo com sabor de milho e queijo complementam muito bem. Delicioso e reconfortante.

(meia-receita com as minhas adaptações, rendeu 3 porções moderadas)

recheio
¼ xícara lentilha
2 colheres (sopa) azeite
150g cogumelos fatiados (usei paris)
1 cebola pequena, picada
½ cenoura, cortada em cubinhos
1 alho-poró, fatidado
1 punhado de salsinha picada
1 dente de alho esmagado
1 colher (sopa) farinha de trigo
½ batata-doce picada
1 colher (sopa) shoyu
¼ xícara vinho branco
pitada generosa de páprica defumada
1 colher (sopa) extrato de tomate

cobertura* (biscuit):
1 xícara farinha de trigo
6 colheres (sopa) sêmola de milho (pode substituir por fubá)
1¼ colher (chá) fermento em pó
½ colher (chá) sal
4 colheres (sopa) manteiga gelada, cortado em cubinhos
½ xícara iogurte natural (ou buttermilk, se preferir)
¾ xícara queijo ralado (usei gryuère, a receita pede gouda)

Cozinhe a lentilha em água e sal, quando estiver macia, desligue, escorra a água e reserve. Aqueça o azeite e adicione os cogumelos, cozinhe por uns 3min. Em seguida vá adicionando os outros ingredientes, a cenoura, alho-poró, salsinha e alho. Deixe cozinhar por mais alguns minutos. Coloque a farinha e mexa constatemente por 1min. Depois coloque a batata, shoyu, vinho, páprica e extrato de tomate. Acerte o sal e pimenta, deixe cozinhar. Reserve. Quando esfriar, coloque o recheio em potinhos que possam ir ao forno.

Para a cobertura, misture numa tigela a farinha, sêmola, fermento e sal, misture bem. Coloque a manteiga e misture bem com os dedos, para formar aquela farofinha, adicione o iogurte e misture até formar uma massa. Todos estes passos podem ser feitos no processador, dessa vez fiquei com preguiça de lavar depois.
Divida a massa em 4 porções, forme bolotas achatadas, vá achatando o máximo que conseguir, ou use um rolo (esqueci dessa!), e coloque sobre os potinhos, espalhe o queijo ralado. Leve ao forno por uns 30min em forno pré-aquecido a 200ºC.

*Para estas medidas aqui rendeu 3 porções, com a sobra da massa, misturei queijo e fiz biscoitinhos que ficaram ótimos para comer com sopa.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

sopa de cebola do "outback"


Faz bastante tempo que uso esta receita de sopa, anotei no meu caderninho como outback, mas não sei dizer se faz parte do menu, ou não. Fato é que nunca comi em nenhum restaurante da rede, marido vivia convidando (até que desistiu, coitado), me desculpem quem gosta, é que eu não vou com a cara da comida, dê uma olhada no cardápio e verá que é tudo monocromático no marrom-fritura, até a sobremesa! Eu não vou achar a fonte, sei que tempos atrás li que a carne "macia" deles consiste numa técnica de fazer centenas e centenas de micro-furinhos para que os filés pareçam macios, e não praticamente despedaçados. Costela suína ao molho barbecue? Não consigo nem falar sobre isso, passei mal to-das as vezes que comi esse troço, a última delas no início super enjoado da gravidez.
Bom, já passei muitas linhas falando mal de um lugar que nunca fui. Mas sei que posso falar muito bem desta sopa, facinha de fazer (picar as cebolas no processador é o que há) e o queijo ralado derretendo sobre a sopa é indispensável.

2 litros de água
4 cubinhos de caldo de carne
3 cebolas médias, fatiadas
½ xícara amido de milho
1 xícara água
sal, pimenta-do-reino a gosto
1 xícara creme de leite
queijo gouda, para servir (emmental também fica bom)

Leve a água para ferver, assim que abrir fervura coloque o caldo de carne, desmanche bem, coloque as cebolas. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 25min. Dissolva o amido na água e coloque uma concha da água com cebola quente, misture tudo e lentamente coloque todo o líquido na panela, mexendo sem parar (isso evita que o amido fique empelotado). Acerte o tempero, deixe cozinhar por mais 15min, até engrossar o caldo. Desligue o fogo, adicione o creme de leite, misture bem. Sirva nos pratos e por cima coloque o queijo ralado.
serve: 4 porções