domingo, 26 de abril de 2015

bolinhos de abobrinha e quinua


Eu odeio mudanças, não nasci pra isso! Gosto de rotina, fazer as mesmas coisas, guardas as coisas nos mesmos lugares, frequentar os mesmos lugares. À noite eu coloco a TV na Warner para ver as reprises das mesmas séries porque isso, e mais tudo o que mencionei antes, me trazem conforto. Só abro exceção para cortes de cabelo, que aí eu gosto de experimentar cortes diferentes. Isso tudo pra dizer que vem outra mudança pela frente e eu já sofro horrores com isso. Daqui dois meses a Clara completa 2 anos, estamos na fase avançada de procurar escolinha... e meu bebê já está deixando de ser bebê... buáááá! Eu sei, é uma fase da vida, tudo passa. É que tudo foi muito difícil no começo, eu não ganhei de presente aquele arrebatador amor materno, com a depressão, e depois o diagnóstico de TAB, eu precisei arrancar a unha todo esse amor que sinto hoje, queria que o tempo voltasse para sentir tudo o que sinto agora desde o primeiro dia que tive a Clara nos braços. 
E essas mudanças passam pela alimentação, deixei de fazer papinhas do jeito que fazia desde quando ela tinha 6 meses, antes ela só "provava" nossa comida no jantar - no meu almoço ela já estava na soneca. Agora não tem mais comida diferenciada. Achava que seria mais difícil cozinhar com a restrição de leite, mas tem sido fácil, percebi que o marido não faz tanta questão de queijo e manteiga, e aí eu coloco estas coisas só no meu prato. Nos almoços tenho procurado coisas mais variadas, a.k.a. coisas que o marido não comeria se servisse pra ele, e vou usando e abusando do bom apetite da Clara, até quando isso durar. Exemplo desses bolinhos, preciso usar logo todo o restante de farinha de quinua e gostei da combinação com abobrinha, e é todo temperadinho. Só achei que demorou demais para cozinhar, deixava 2-3min de cada lado e ainda alguns ficaram meio crus no meio, mesmo deixando os bolinhos bem achatados. Quando fizer novamente vou deixar mais tempo, ou terminar de cozinhar no forno. Receita daqui.

2 abobrinhas 
½ colher (chá) sal
2 cebolinhas, picadsa
1 dente de alho, espremido
1 colher (chá) raspas de limão
¼ xícara salsinha, picada
½ colher (chá) dill seco
¼ xícara farinha de quinua
1 colher (sopa) farinha de linhaça 
sal, pimenta
óleo para fritar

Passe as abobrinhas pelo ralo grosso, coloque numa tigela grande, adicione o sal, misture bem e deixe por 10-15min. Passado o tempo, usando folhas de papel toalha, retire o máximo do excesso de líquido que a abobrinha soltar. Junte os demais ingredientes e misture bem. Aqueça o óleo numa frigideira e coloque porções de massa - eu uso uma xícara medidora de ¼ de xícara. Frite por 2-5min de cada lado. Passe para um prato forrado com papel toalha para absorver o excesso de óleo.
rendeu: 6

2 comentários:

  1. Temos duas coisas em comum, também AMO rotina, acho que é por isso que me dei tão bem trabalhanco com crianças especiais!!! E também tive depressão pós parto, rejeitei muito meu filho e só comecei aceitá-lo depois dos dois anos e meio!!! Além disso tenho anorexia e bulimia e uma imagem totalmente distorcida do meu corpo (me vejo gorda enorme e nem adianta me falarem que estou magra!!!) entendo muito você!!!! Boa sorte com a escolinha da Clara!!! E essa receita?!!! Muito saborosa, tenho todos os ingredientes e vou fazer amanhã, depois te conto!!! A foto ficou apetitosa!!! Bjks

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  2. Oi, Tati,

    Nossa, a esta hora da manhã estes bolinhos já me deixaram com água na boca! rsrs. É que eu sou uma grande fã de abobrinha e eles são realmente temperadinhos e muito 'healthy'!
    Que bom que as dificuldades do passado agora já estejam superadas, espero que as coisas fiquem sempre bem para vocês. A maternidade não é fácil, mas depois que as crianças crescem a gente entende melhor o processo todo, por isso sempre aconselho as mães a fazerem o melhor que puderem, porque nada neste mundo é mais importante do que um filho, não é verdade? Fala sério? as crianças que geramos ou criamos sequer são verdadeiramente nossas, e sim da vida e do mundo, o nosso papel é fazer delas as melhores pessoas que pudermos, e esta é a nossa grande responsabilidade e glória. Claro que para fazer bem isso há que se ter muito amor!
    (ah, substituí toda a manteiga por óleo, na receita dos cookies).

    Um beijo

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