31.5.15

muffins integrais com manteiga de amendoim e chocolate


Eu sou daquelas que se vou passar algumas horas fora de casa indo de um lugar para o outro, logo preciso levar além da minha inseparável garrafinha de água, alguma coisinha para beliscar, umas bolachinhas, croutons caseiros e claro, muffins! São tão práticos para carregar, a gente não faz lambança para comer em público e são deliciosos. Esta receita achei enquanto procurava por granola, tinha exatamente a mesma medida de manteiga de amendoim - que parei de comer com pão e geleia. Ficaram ótimos, já logo congelei o restante para minha próxima saída.
Receita daqui.

2 ¼ xícaras farinha de trigo integral
1 colher (chá) bicarbonato de sódio
1 colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
4 colheres (sopa) manteiga, temperatura ambiente
½ xícara açúcar mascavo - aperte na xícara para medir
¾ xícara manteiga de amendoim
1 ½ colher (chá) baunilha
2 ovos grandes
¾ xícara iogurte natural
1 xícara gotas de chocolate (opcional)

glacê (opcional e não usei)
¼ xícara manteiga de amendoim
3 colheres (sopa) açúcar de confeiteiro
¼ xícara creme de leite
amendoim tostado, picado

Misture a farinha, bicarbonato, fermento e sal. Numa tigela grande bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso, adicione a manteiga de amendoim, mexa até incorporar. Misture os ovos com a baunilha em separado. Coloque um terço da mistura de farinha na tigela, mexa até ficar úmido, em seguida coloque o iogurte, mexa até combinar, coloque o restante dos ingredientes secos. Por fim junte o chocolate, se estiver usando. Coloque a massa nas forminhas e leve em forno pré-aquecido a 180C por 23-25min, ou até um palito sair seco. Deixe esfriar completamente antes de colocar o glacê.
Glacê: misture a manteiga de amendoim e o açúcar de confeiteiro, coloque o creme de leite aos pouquinhos até ficar liso, espalhe sobre os muffins e por fim o amendoim picadinho.
rende: 12

28.5.15

beringela paneer


Sempre entro em crise ortográfica quando preciso escrever berinjela, porque as duas formas são corretas, com j ou g. Pelo menos é o que me diz o dicionário. Lembro quando criança a escola pediu para cada aluno comprar um mini-dicionário, o Aurélio, todo mundo chamava de "pai dos burros". Eu que sempre adorei palavras, achava uma afronta e depois retrucava: burro é quem não consulta dicionário. Hoje tenho a versão digital do Houaiss, que aprendi a gostar na faculdade, era meu sonho de consumo, sempre que ia me preparar para a aula na biblioteca catava aquele livrão imenso e deixava na minha mesa, havia vários deles e sempre disputados. 
Depois de discorrer tanto sobre a grafia da solanácea (consultei o dicionário, rá!) e relembrar o passado, é hora de falar desse prato, que é uma delícia, tanto para saborear como para preparar. Ridiculamente fácil de fazer, rápido como um miojo nojento e tão saboroso que é difícil crer que é tão simples. Uma recomendação é comprar um bom garam masala, ou fazer o seu. Como aqui não encontramos queijo paneer, usei o queijo de coalho - aqui usei a marca Quatá, que não derrete quando aquecido, uma vez usei uma outra marca (não me lembro qual), para fazer do mesmo jeito, picar e jogar na panela, o troço derreteu como se fosse muçarela. Receita daqui.

2 colheres (sopa) óleo - usei de amendoim
1 beringela grande, cortada em cubinhos de 1cm
200g tomate cereja, cortados ao meio
250g queijo de coalho, picado
1 colher (sopa) garam masala
1 colher (sopa) semente de mostarda amarela
sal a gosto
coentro (usei salsinha)

Aqueça o óleo numa panela e coloque a beringela, mexa bem e deixe cozinhar até ficar macia e mudar de cor, em seguida coloque o tomate, deixe cozinhar mais um pouco para soltar os sucos. Adicione o queijo, masala, mostarda e sal, mexa bem para tudo ficar envolvido pelo tempero e cozinhe até o queijo ficar macio, coloque o coentro picado. Sirva com arroz branco.
rende: 4 porções

21.5.15

muffin de banana e sorgo (sem lactose nem glúten)


Oh, que novidade, tem muffin de banana por aqui... Desculpem todas as variações sobre o mesmo tema, apenas acho que as bananas foram feitas para viver em muffins, bolos e qualquer tipo de baked goods. Dessa vez acompanhada da farinha de sorgo que só conheci meses atrás quando vieram os produtos da Bob's Redmill (comprei no Sta. Luzia). Estes aqui fiz para a primeira semana da bebéia na sua vidinha escolar, e como era de se esperar ela não queria comer quase nada na fase de adaptação e eu que dei cabo de todos, porque o marido chato não come nozes...
Receita daqui.

⅔ xícara açúcar mascavo
1 ovo grande
xícara óleo vegetal
1 xícara farinha de arroz
¼ xícara + 2 colheres (sopa) farinha de sorgo
½ colher (chá) bicarbonato
1 ½ colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
1 xícara banana amassada
⅔ xícara nozes picadas

Misture o açúcar, ovo e óleo e bata na batedeira por 2min, ou até ficar um creme claro. Adicione a farinha de arroz, sorgo, bicarbonato, fermento, sal e bananas, bata bem, em velocidade baixa, até tudo ficar homogêneo. Desligue e junte as nozes, misture. Coloque a massa nas forminhas e leve ao forno pré-aquecido a 180 por 18-20min, ou até passar no teste do palito.


18.5.15

croquetes de atum e batata doce


Pronto. Começou a fase da Clara ficar enjoada para comer. Primeiro achei que foi o frango, troquei por carne bovina e nada, depois pensei no arroz com feijão, troquei por noodles com vegetais e ela só queria o macarrão chinês - tudo bem, tinha brócolis junto, não custa nada oferecer, né? Depois achei que o problema era com os dentes, os dois caninos superiores descendo juntos, talvez doesse para mastigar. Voltei para os purês, ela ama batata-doce, parece uma marombeira. Então se quer batata-doce que tenha batata-doce! Eu almoço junto com ela, e nos últimos tempos almoço os restos dela (não é tão ruim como parece, já perdi 3kg). Aí quis variar no preparo do tubérculo, e como estou descobrindo este maravilhoso livro encontrei estes bolinhos, tão fáceis de fazer, a bebéia gostou de comer com a mão mergulhando na maionese de limão delícia. Omiti o parmesão e fiz no forno. Receita daqui.

500g batata-doce descascadas e cortdas em pedaços grandes*
2 dentes de alho, sem casca
185g atum drenado**
3 colheres (sopa) queijo parmesão ralado (não coloquei)
1 colher (sopa) salsinha picada
3 colheres (sopa) farinha integral
1 ovo, levemente batido
75g farinha de rosca para empanar (uso panko)
2 colheres (sopa) azeite

Cozinhe a batata e o alho até ficar bem macia, deixe secar bem, se for necessário coloque numa panela seca até sugar todo o líquido. Amasse tudo. Misture o atum, parmesão e salsinha ao purê de batata (se quiser amasse junto o alho, eu preferi deixar de fora). Faça bloquinhos de uns 7cm de comprimento. Passe pela farinha, ovo e farinha de rosca para empanar, leve à geladeira por 1 hora. Frite no azeite, ou leve ao forno também em forma untada com azeite, até dourar - eu fiz assado. Sirva com maionese de ervas frescas (à sua escolha), ou de limão: misture maionese, suco e raspa de limão siciliano, sal e pimenta-do-reino.
rendeu: 19 bolinhos

*coloquei 400g de batata, porque uma lata de atum drenado** tem 130g.

14.5.15

bolo de limão, ricota e papoula


E aos 35 anos finalmente comecei a dirigir um carro por aí. Acho que sou um caso incomum, viu, porque meu problema nunca foi medo de trânsito (olha que moro em São Paulo), na mesma rua onde faço acupuntura tem uma auto-escola somente para mulheres com medo de dirigir! Meu caso era dificuldade em operar a máquina, mesmo. Por que ainda existe carro com câmbio manual, gente? Não dava conta de coordenar braços e pernas ao mesmo tempo. Nunca consegui fazer o carro sair do lugar numa rampa. E com o câmbio automático meus problemas acabaram (na melhor linha das Organizações Tabajara, pra quem lembra), foi só pegar prática de trânsito, fazer uma baliza pessimamente e tal. Faço um monte de barbeiragens, obviamente, mas faz parte do aprendizado, ou não. Tudo isso pra dizer que este bolo deu uma viajada no porta-malas, todo embrulhadinho, até a casa dos meus sogros, para o café da tarde, depois de um almoço de domingo. Ficou bem macio e pouco doce, talvez porque eu não fiz o glacê para cobrir (aquela misturinha de leite e açúcar de confeiteiro), senão ficaria todo grudado no filme plástico. Preferi só fazer uma chuvinha de açúcar. Receita daqui.

3 xícaras farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
¾ colher (chá) sal
1 xícara manteiga, amolecida
2 xícaras açúcar
4 ovos grandes
2 gemas grandes
2 colheres (sopa) raspas de limão
¼ xícara suco de limão
1 xícara ricota esmigalhada
1 ½ colher (chá) sementes de papoula

Pré-aqueça o forno a 180ºC, unte e enfarinhe uma forma redonda de buraco no meio de 25cm (ou com capacidade para 10 xícaras). Peneire a farinha, fermento, bicarbonato e sal. Na batedeira coloque a manteiga e bata até ficar um creme claro, adicione o açúcar e bata até ficar fofo, então coloque os ovos, um a um, batendo bem. Coloque as raspas e suco de limão, em seguida a ricota. Diminua a velocidade da batedeira e coloque os ingredietes secos, bata somente até ficar homogêneo. Desligue a batedeira, coloque a papoula, mexa bem, massa na forma, forma no forno até o palito sair seco, cerca de 50-60min. Espere esfriar para desenformar.

11.5.15

pão de centeio com cerveja e aveia


Meses atrás fiz um pão de cerveja semi-integral do Paul Hollywood e não gostei muito do resultado, ficou seco demais e edureceu cedo demais, mas aí tinha outra garrafa de cerveja (eu não gosto de cerveja) e decidi dar mais uma chance ao Paul, fiz outro pão com cerveja, desta vez me pareceu mais promissor por ser de centeio - que eu adoro. O resultado é um pão bem denso - farinha de centeio é de baixo glúten - com um sabor marcante, por isso a sugestão de comê-lo com recheios também de sabor forte foi muito boa, meu preferido foi blue cheese (como na foto) com fatias de gengibre em conserva, daquelas de restaurante japonês que eu amo. Receita aqui.

150g farinha de trigo
350g farinha de centeio
10g sal
10g fermento biológico seco
50ml melado de cana
150ml cerveja ale - usei Spitfire
140ml água

topo:
100ml cerveja
100g farinha de centeio
pitada de açúcar
punhado de aveia em flocos graúdos

Numa tigela grande misture o trigo, centeio, sal e fermento, adicione o melado. Em seguida coloque 100ml da água e 150ml da cerveja, misture até a massa se desprender da tigela, se necessário adicione mais água. Verta a massa sobre a bancada e sove por 5-10min, ou até a massa ficar macia. Coloque de volta na tigela untada com óleo, cubra com papel filme e um pano, deixe fermentar por 2h. Passado o tempo, volte a massa para a bancada, dê um formato de bola à massa. Eu coloquei a massa numa forma redonda de 20cm untada. Prepare o topo, misturando a cerveja, centeio e açúcar até formar uma pasta, espalhe sobre a massa e por fim, salpique a aveia. Deixe fermentar por mais 1h30. Enquanto isso pré-aqueça o forno a 220ºC. Leve a massa ao forno por 25min, logo depois abaixe a temperatura para 200ºC e asse por mais 6-10min. Para ter certeza que está assado, bata com os dedos embaixo da forma, se produzir um som oco o pão está assado (eu uso um pano para proteger meus dedos). Deixe esfriar numa gradinha.

7.5.15

overnight brownies


Esta receita prometia duas coisas: brownies com menos gordura e a possibilidade de fazer num dia e assar no outro (daí o nome overnight). A gente sabe que numa fornada média de brownie não vai menos que 100g de manteiga, e isso foi sempre um dos motivos de prepará-los bem de vez em quando. E a ideia de preparar toda a massa e deixa-la na geladeira por 12h e ainda ter brownies macios e molhadinhos me deixou muito curiosa para saber se daria certo. Admito que retirei a forma da geladeira na manhã do último feriado (receberia em casa meus sobrinhos e queria algo bem chocolatudo para não errar!) meio descrente que aquela argamassa marrom se transformaria em algo decente depois do tempo de forno. E do forno saíram brownies macios e deliciosos :)
Daqui.

1 xícara farinha de trigo
¼ colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
5 colheres (sopa) manteiga
½ xícara + 1 colher (sopa) cacau em pó
1 ¼ xícara açúcar
1 ovo grande
2 claras grandes
2 colheres (chá) baunilha

Prepare uma forma quadrada de 20cm, untando com um pouco de manteiga, e coloque duas camadas de papel alumínio. Misture farinha, fermento e sal. Numa tigela média coloque a manteiga e leve para derreter, então coloque o cacau e misture bem, em seguida junte o açúcar, a massa ficará bem pesada. Coloque o ovo, claras e baunilha. Misture vigorasamente cerca de 40 vezes (parece esquisito contar, mas a massa fica tão pesada que eu pararia de mexer bem antes das 40 vezes). Adicione a mistura de farinha, misture até incorporar, então mexa da mesma forma vigorosa que antes, desta vez contando 50 vezes. Deite a massa na forma, use uma colher para espalhar e nivelar bem a massa. Leve à geladeira por uma noite. Na manhã seguinte retire a forma 30min antes de ir ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15-18min, ou até um palito sair com algumas migalhas. Espere esfriar completamente antes de deseformar e cortar em quadradinhos.

4.5.15

frango com laranja e gengibre


Fiquei encantada por esta receita, tão simples, com ingredientes que sempre temos em casa - só o gengibre que está pela hora da morte com a moda detox e suas propriedades termogênicas, oi? come pimenta, vai dar o mesmo suadouro. Voltando, este franguinho é uma boa opção para variar o sabor daquele peito de frando grelhado, seco e duro que a gente come por aí. Eu que não curto muito a mistura doce com salgado gostei muito do prato, um pouco de arroz branco e vira um ótimo jantar de meio de semana. Receita daqui.

4 peitos de frango, sem osso
farinha de trigo
2 colheres (sopa) manteiga
1 colher (sopa) óleo
4 colheres (chá) gengibre, picadinho
1 colher (chá) mostarda em pó
2 colheres (sopa) açúcar mascavo
2 colhres (chá) raspas de laranja
2 xícaras suco de laranja
¾ xícara cebolinha picada
sal e pimenta-do-reino

Tempere o frango com sal e pimenta, e passe na farinha de trigo. Numa panela aqueça a manteiga e o óleo, frite o frango até dourar, cerca de 3 min de cada lado, e retire do fogo, colocando num prato sobre o papel toalha. Na panela coloque o gengibre e mexa por 1 min, em seguida adicione a mostarda e açúcar e mexa tudo até formar uma pasta. Coloque a raspa e suco de laranja, deixe em fogo baixo até reduzir um pouco e o molho ficar mais espesso, volte o frango para a panela, misturando ao molho e deixe até a carne cozer por completo, mas ainda macia. Salpique cebolinha, misture e sirva.
rende: 4 porções

30.4.15

bolo (sem glúten) recheado com chocolate


Foi aniversário do marido e este ano não quis passar em branco, sem um bolinho, como aconteceu nos anos passados. Normalmente teria escolhido um bolo mais "tradicional", mas eu confio de olhos fechados no trabalho da Alice Medrich e decidi arriscar fazendo um bolo que leva farinha de arroz e de aveia. Estou acostumada a comer o bolo de fubá com farinha de arroz que minha mãe faz pra ela, e sei que fica bem esfarelento - claro, não tem o glúten para dar a estrutura - porém, só me lembrei disso quando o bolo estava na gradinha. Explico: fiz meia receita e coloquei numa única forma e precisaria cortar para colocar o recheio. Além do mais, eu sou péssima para cortar bolos na horizontal, fica um "caminho de rato", todo retalhado, aí juntou o medo de esfarelar tudo com a minha inaptidão para fazer cortes. Mas estava num bom dia, sabe aqueles que tudo dá certo? Tão raros quanto aqueles que a gente não deveria ter saído da cama. E o bolo cresceu bonito, ficou fofinho, refrigerei a cobertura na temperatura certa para não virar uma papa. Receita do Flavor Flours.

massa:
400g farinha de arroz, branca
50g farinha de aveia
360g açúcar
225g manteiga, amolecida
pitada de sal
2 colheres (chá) fermento em pó
1 colher (chá) bicarbonato de sódio
½ colher (chá) goma xantana
1 xícara iogurte natural integral
4 ovos grandes
2 colheres (chá) baunilha

cobertura/recheio: 
1 xícara creme de leite
500g chocolate meio amargo**, picado
225g manteiga, amolecida

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe duas formas redondas de 23cm*. Na tigela da batedeira coloque as farinhas, açúcar e manteiga, bata até ficar com aspecto de açúcar mascavo (dourado e granuloso). Adicione o fermento, bicarbonato, goma xantana, iogurte, ovos e baunilha, e bata em velocidade média-alta por 2-3min, ou até ficar bem homogêneo e formando pequenas bolhas na massa. Divida a massa entre as formas e leve para assar por 25-30min, ou até um palito sair seco. Deixe esfriar antes de desenformar. 
Para a cobertura, numa tigela coloque o creme de leite e o chocolate, derreta o chocolate em banho-maria (eu uso sempre o microondas), mexa bastante para não ficar nenhum gruminho de chocolate. Se fizer em banho-maria, deixe a mistura sobre a panela, com o fogo desligado, por 15min. Eu deixei sobre a bancada, mesmo, deixando amornar, mas não esfriar completamente. Junte a manteiga, bem picada e mexa até derreter tudo. Achei que a mistura estava líquida demais e deixei na geladeira por uns 15min antes de colocar a parte do recheio. Para espalhar a cobertura, voltei pra geladeira, por mais 20min, até ficar numa consistência de creme.
Montagem: Coloque um dos bolos sobre um prato, com a parte debaixo do bolo para cima, espalhe cerca de um quarto de recheio. Desenforme o segundo bolo e coloque-o sobre o recheio da mesma maneira que o primeiro. Coloque mais um quarto de cobertura e com o auxílio de uma colher, vá empurrando a cobertura paras as laterais do bolo. Não esqueça de forrar as beiradas do prato com papel alumínio, assim você não precisará limpar depois. Espalhe o restante da cobertura sobre o bolo e vá preenchendo os espaços. Guarde o bolo na geladeira, e deixe à temperatura ambiente quando for servir.
rende: 10-12 porções
*Fiz meia receita e toda a massa foi para uma forma redonda de 20x7cm.
**Para a cobertura ficar mais doce, coloquei meio a meio chocolate ao leite e meio-amargo.

27.4.15

bolinhos de abobrinha e quinua


Eu odeio mudanças, não nasci pra isso! Gosto de rotina, fazer as mesmas coisas, guardas as coisas nos mesmos lugares, frequentar os mesmos lugares. À noite eu coloco a TV na Warner para ver as reprises das mesmas séries porque isso, e mais tudo o que mencionei antes, me trazem conforto. Só abro exceção para cortes de cabelo, que aí eu gosto de experimentar cortes diferentes. Isso tudo pra dizer que vem outra mudança pela frente e eu já sofro horrores com isso. Daqui dois meses a Clara completa 2 anos, estamos na fase avançada de procurar escolinha... e meu bebê já está deixando de ser bebê... buáááá! Eu sei, é uma fase da vida, tudo passa. É que tudo foi muito difícil no começo, eu não ganhei de presente aquele arrebatador amor materno, com a depressão, e depois o diagnóstico de TAB, eu precisei arrancar a unha todo esse amor que sinto hoje, queria que o tempo voltasse para sentir tudo o que sinto agora desde o primeiro dia que tive a Clara nos braços. 
E essas mudanças passam pela alimentação, deixei de fazer papinhas do jeito que fazia desde quando ela tinha 6 meses, antes ela só "provava" nossa comida no jantar - no meu almoço ela já estava na soneca. Agora não tem mais comida diferenciada. Achava que seria mais difícil cozinhar com a restrição de leite, mas tem sido fácil, percebi que o marido não faz tanta questão de queijo e manteiga, e aí eu coloco estas coisas só no meu prato. Nos almoços tenho procurado coisas mais variadas, a.k.a. coisas que o marido não comeria se servisse pra ele, e vou usando e abusando do bom apetite da Clara, até quando isso durar. Exemplo desses bolinhos, preciso usar logo todo o restante de farinha de quinua e gostei da combinação com abobrinha, e é todo temperadinho. Só achei que demorou demais para cozinhar, deixava 2-3min de cada lado e ainda alguns ficaram meio crus no meio, mesmo deixando os bolinhos bem achatados. Quando fizer novamente vou deixar mais tempo, ou terminar de cozinhar no forno. Receita daqui.

2 abobrinhas 
½ colher (chá) sal
2 cebolinhas, picadsa
1 dente de alho, espremido
1 colher (chá) raspas de limão
¼ xícara salsinha, picada
½ colher (chá) dill seco
¼ xícara farinha de quinua
1 colher (sopa) farinha de linhaça 
sal, pimenta
óleo para fritar

Passe as abobrinhas pelo ralo grosso, coloque numa tigela grande, adicione o sal, misture bem e deixe por 10-15min. Passado o tempo, usando folhas de papel toalha, retire o máximo do excesso de líquido que a abobrinha soltar. Junte os demais ingredientes e misture bem. Aqueça o óleo numa frigideira e coloque porções de massa - eu uso uma xícara medidora de ¼ de xícara. Frite por 2-5min de cada lado. Passe para um prato forrado com papel toalha para absorver o excesso de óleo.
rendeu: 6