14.5.15

bolo de limão, ricota e papoula


E aos 35 anos finalmente comecei a dirigir um carro por aí. Acho que sou um caso incomum, viu, porque meu problema nunca foi medo de trânsito (olha que moro em São Paulo), na mesma rua onde faço acupuntura tem uma auto-escola somente para mulheres com medo de dirigir! Meu caso era dificuldade em operar a máquina, mesmo. Por que ainda existe carro com câmbio manual, gente? Não dava conta de coordenar braços e pernas ao mesmo tempo. Nunca consegui fazer o carro sair do lugar numa rampa. E com o câmbio automático meus problemas acabaram (na melhor linha das Organizações Tabajara, pra quem lembra), foi só pegar prática de trânsito, fazer uma baliza pessimamente e tal. Faço um monte de barbeiragens, obviamente, mas faz parte do aprendizado, ou não. Tudo isso pra dizer que este bolo deu uma viajada no porta-malas, todo embrulhadinho, até a casa dos meus sogros, para o café da tarde, depois de um almoço de domingo. Ficou bem macio e pouco doce, talvez porque eu não fiz o glacê para cobrir (aquela misturinha de leite e açúcar de confeiteiro), senão ficaria todo grudado no filme plástico. Preferi só fazer uma chuvinha de açúcar. Receita daqui.

3 xícaras farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
¾ colher (chá) sal
1 xícara manteiga, amolecida
2 xícaras açúcar
4 ovos grandes
2 gemas grandes
2 colheres (sopa) raspas de limão
¼ xícara suco de limão
1 xícara ricota esmigalhada
1 ½ colher (chá) sementes de papoula

Pré-aqueça o forno a 180ºC, unte e enfarinhe uma forma redonda de buraco no meio de 25cm (ou com capacidade para 10 xícaras). Peneire a farinha, fermento, bicarbonato e sal. Na batedeira coloque a manteiga e bata até ficar um creme claro, adicione o açúcar e bata até ficar fofo, então coloque os ovos, um a um, batendo bem. Coloque as raspas e suco de limão, em seguida a ricota. Diminua a velocidade da batedeira e coloque os ingredietes secos, bata somente até ficar homogêneo. Desligue a batedeira, coloque a papoula, mexa bem, massa na forma, forma no forno até o palito sair seco, cerca de 50-60min. Espere esfriar para desenformar.

11.5.15

pão de centeio com cerveja e aveia


Meses atrás fiz um pão de cerveja semi-integral do Paul Hollywood e não gostei muito do resultado, ficou seco demais e edureceu cedo demais, mas aí tinha outra garrafa de cerveja (eu não gosto de cerveja) e decidi dar mais uma chance ao Paul, fiz outro pão com cerveja, desta vez me pareceu mais promissor por ser de centeio - que eu adoro. O resultado é um pão bem denso - farinha de centeio é de baixo glúten - com um sabor marcante, por isso a sugestão de comê-lo com recheios também de sabor forte foi muito boa, meu preferido foi blue cheese (como na foto) com fatias de gengibre em conserva, daquelas de restaurante japonês que eu amo. Receita aqui.

150g farinha de trigo
350g farinha de centeio
10g sal
10g fermento biológico seco
50ml melado de cana
150ml cerveja ale - usei Spitfire
140ml água

topo:
100ml cerveja
100g farinha de centeio
pitada de açúcar
punhado de aveia em flocos graúdos

Numa tigela grande misture o trigo, centeio, sal e fermento, adicione o melado. Em seguida coloque 100ml da água e 150ml da cerveja, misture até a massa se desprender da tigela, se necessário adicione mais água. Verta a massa sobre a bancada e sove por 5-10min, ou até a massa ficar macia. Coloque de volta na tigela untada com óleo, cubra com papel filme e um pano, deixe fermentar por 2h. Passado o tempo, volte a massa para a bancada, dê um formato de bola à massa. Eu coloquei a massa numa forma redonda de 20cm untada. Prepare o topo, misturando a cerveja, centeio e açúcar até formar uma pasta, espalhe sobre a massa e por fim, salpique a aveia. Deixe fermentar por mais 1h30. Enquanto isso pré-aqueça o forno a 220ºC. Leve a massa ao forno por 25min, logo depois abaixe a temperatura para 200ºC e asse por mais 6-10min. Para ter certeza que está assado, bata com os dedos embaixo da forma, se produzir um som oco o pão está assado (eu uso um pano para proteger meus dedos). Deixe esfriar numa gradinha.

7.5.15

overnight brownies


Esta receita prometia duas coisas: brownies com menos gordura e a possibilidade de fazer num dia e assar no outro (daí o nome overnight). A gente sabe que numa fornada média de brownie não vai menos que 100g de manteiga, e isso foi sempre um dos motivos de prepará-los bem de vez em quando. E a ideia de preparar toda a massa e deixa-la na geladeira por 12h e ainda ter brownies macios e molhadinhos me deixou muito curiosa para saber se daria certo. Admito que retirei a forma da geladeira na manhã do último feriado (receberia em casa meus sobrinhos e queria algo bem chocolatudo para não errar!) meio descrente que aquela argamassa marrom se transformaria em algo decente depois do tempo de forno. E do forno saíram brownies macios e deliciosos :)
Daqui.

1 xícara farinha de trigo
¼ colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
5 colheres (sopa) manteiga
½ xícara + 1 colher (sopa) cacau em pó
1 ¼ xícara açúcar
1 ovo grande
2 claras grandes
2 colheres (chá) baunilha

Prepare uma forma quadrada de 20cm, untando com um pouco de manteiga, e coloque duas camadas de papel alumínio. Misture farinha, fermento e sal. Numa tigela média coloque a manteiga e leve para derreter, então coloque o cacau e misture bem, em seguida junte o açúcar, a massa ficará bem pesada. Coloque o ovo, claras e baunilha. Misture vigorasamente cerca de 40 vezes (parece esquisito contar, mas a massa fica tão pesada que eu pararia de mexer bem antes das 40 vezes). Adicione a mistura de farinha, misture até incorporar, então mexa da mesma forma vigorosa que antes, desta vez contando 50 vezes. Deite a massa na forma, use uma colher para espalhar e nivelar bem a massa. Leve à geladeira por uma noite. Na manhã seguinte retire a forma 30min antes de ir ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15-18min, ou até um palito sair com algumas migalhas. Espere esfriar completamente antes de deseformar e cortar em quadradinhos.

4.5.15

frango com laranja e gengibre


Fiquei encantada por esta receita, tão simples, com ingredientes que sempre temos em casa - só o gengibre que está pela hora da morte com a moda detox e suas propriedades termogênicas, oi? come pimenta, vai dar o mesmo suadouro. Voltando, este franguinho é uma boa opção para variar o sabor daquele peito de frando grelhado, seco e duro que a gente come por aí. Eu que não curto muito a mistura doce com salgado gostei muito do prato, um pouco de arroz branco e vira um ótimo jantar de meio de semana. Receita daqui.

4 peitos de frango, sem osso
farinha de trigo
2 colheres (sopa) manteiga
1 colher (sopa) óleo
4 colheres (chá) gengibre, picadinho
1 colher (chá) mostarda em pó
2 colheres (sopa) açúcar mascavo
2 colhres (chá) raspas de laranja
2 xícaras suco de laranja
¾ xícara cebolinha picada
sal e pimenta-do-reino

Tempere o frango com sal e pimenta, e passe na farinha de trigo. Numa panela aqueça a manteiga e o óleo, frite o frango até dourar, cerca de 3 min de cada lado, e retire do fogo, colocando num prato sobre o papel toalha. Na panela coloque o gengibre e mexa por 1 min, em seguida adicione a mostarda e açúcar e mexa tudo até formar uma pasta. Coloque a raspa e suco de laranja, deixe em fogo baixo até reduzir um pouco e o molho ficar mais espesso, volte o frango para a panela, misturando ao molho e deixe até a carne cozer por completo, mas ainda macia. Salpique cebolinha, misture e sirva.
rende: 4 porções

30.4.15

bolo (sem glúten) recheado com chocolate


Foi aniversário do marido e este ano não quis passar em branco, sem um bolinho, como aconteceu nos anos passados. Normalmente teria escolhido um bolo mais "tradicional", mas eu confio de olhos fechados no trabalho da Alice Medrich e decidi arriscar fazendo um bolo que leva farinha de arroz e de aveia. Estou acostumada a comer o bolo de fubá com farinha de arroz que minha mãe faz pra ela, e sei que fica bem esfarelento - claro, não tem o glúten para dar a estrutura - porém, só me lembrei disso quando o bolo estava na gradinha. Explico: fiz meia receita e coloquei numa única forma e precisaria cortar para colocar o recheio. Além do mais, eu sou péssima para cortar bolos na horizontal, fica um "caminho de rato", todo retalhado, aí juntou o medo de esfarelar tudo com a minha inaptidão para fazer cortes. Mas estava num bom dia, sabe aqueles que tudo dá certo? Tão raros quanto aqueles que a gente não deveria ter saído da cama. E o bolo cresceu bonito, ficou fofinho, refrigerei a cobertura na temperatura certa para não virar uma papa. Receita do Flavor Flours.

massa:
400g farinha de arroz, branca
50g farinha de aveia
360g açúcar
225g manteiga, amolecida
pitada de sal
2 colheres (chá) fermento em pó
1 colher (chá) bicarbonato de sódio
½ colher (chá) goma xantana
1 xícara iogurte natural integral
4 ovos grandes
2 colheres (chá) baunilha

cobertura/recheio: 
1 xícara creme de leite
500g chocolate meio amargo**, picado
225g manteiga, amolecida

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe duas formas redondas de 23cm*. Na tigela da batedeira coloque as farinhas, açúcar e manteiga, bata até ficar com aspecto de açúcar mascavo (dourado e granuloso). Adicione o fermento, bicarbonato, goma xantana, iogurte, ovos e baunilha, e bata em velocidade média-alta por 2-3min, ou até ficar bem homogêneo e formando pequenas bolhas na massa. Divida a massa entre as formas e leve para assar por 25-30min, ou até um palito sair seco. Deixe esfriar antes de desenformar. 
Para a cobertura, numa tigela coloque o creme de leite e o chocolate, derreta o chocolate em banho-maria (eu uso sempre o microondas), mexa bastante para não ficar nenhum gruminho de chocolate. Se fizer em banho-maria, deixe a mistura sobre a panela, com o fogo desligado, por 15min. Eu deixei sobre a bancada, mesmo, deixando amornar, mas não esfriar completamente. Junte a manteiga, bem picada e mexa até derreter tudo. Achei que a mistura estava líquida demais e deixei na geladeira por uns 15min antes de colocar a parte do recheio. Para espalhar a cobertura, voltei pra geladeira, por mais 20min, até ficar numa consistência de creme.
Montagem: Coloque um dos bolos sobre um prato, com a parte debaixo do bolo para cima, espalhe cerca de um quarto de recheio. Desenforme o segundo bolo e coloque-o sobre o recheio da mesma maneira que o primeiro. Coloque mais um quarto de cobertura e com o auxílio de uma colher, vá empurrando a cobertura paras as laterais do bolo. Não esqueça de forrar as beiradas do prato com papel alumínio, assim você não precisará limpar depois. Espalhe o restante da cobertura sobre o bolo e vá preenchendo os espaços. Guarde o bolo na geladeira, e deixe à temperatura ambiente quando for servir.
rende: 10-12 porções
*Fiz meia receita e toda a massa foi para uma forma redonda de 20x7cm.
**Para a cobertura ficar mais doce, coloquei meio a meio chocolate ao leite e meio-amargo.

27.4.15

bolinhos de abobrinha e quinua


Eu odeio mudanças, não nasci pra isso! Gosto de rotina, fazer as mesmas coisas, guardas as coisas nos mesmos lugares, frequentar os mesmos lugares. À noite eu coloco a TV na Warner para ver as reprises das mesmas séries porque isso, e mais tudo o que mencionei antes, me trazem conforto. Só abro exceção para cortes de cabelo, que aí eu gosto de experimentar cortes diferentes. Isso tudo pra dizer que vem outra mudança pela frente e eu já sofro horrores com isso. Daqui dois meses a Clara completa 2 anos, estamos na fase avançada de procurar escolinha... e meu bebê já está deixando de ser bebê... buáááá! Eu sei, é uma fase da vida, tudo passa. É que tudo foi muito difícil no começo, eu não ganhei de presente aquele arrebatador amor materno, com a depressão, e depois o diagnóstico de TAB, eu precisei arrancar a unha todo esse amor que sinto hoje, queria que o tempo voltasse para sentir tudo o que sinto agora desde o primeiro dia que tive a Clara nos braços. 
E essas mudanças passam pela alimentação, deixei de fazer papinhas do jeito que fazia desde quando ela tinha 6 meses, antes ela só "provava" nossa comida no jantar - no meu almoço ela já estava na soneca. Agora não tem mais comida diferenciada. Achava que seria mais difícil cozinhar com a restrição de leite, mas tem sido fácil, percebi que o marido não faz tanta questão de queijo e manteiga, e aí eu coloco estas coisas só no meu prato. Nos almoços tenho procurado coisas mais variadas, a.k.a. coisas que o marido não comeria se servisse pra ele, e vou usando e abusando do bom apetite da Clara, até quando isso durar. Exemplo desses bolinhos, preciso usar logo todo o restante de farinha de quinua e gostei da combinação com abobrinha, e é todo temperadinho. Só achei que demorou demais para cozinhar, deixava 2-3min de cada lado e ainda alguns ficaram meio crus no meio, mesmo deixando os bolinhos bem achatados. Quando fizer novamente vou deixar mais tempo, ou terminar de cozinhar no forno. Receita daqui.

2 abobrinhas 
½ colher (chá) sal
2 cebolinhas, picadsa
1 dente de alho, espremido
1 colher (chá) raspas de limão
¼ xícara salsinha, picada
½ colher (chá) dill seco
¼ xícara farinha de quinua
1 colher (sopa) farinha de linhaça 
sal, pimenta
óleo para fritar

Passe as abobrinhas pelo ralo grosso, coloque numa tigela grande, adicione o sal, misture bem e deixe por 10-15min. Passado o tempo, usando folhas de papel toalha, retire o máximo do excesso de líquido que a abobrinha soltar. Junte os demais ingredientes e misture bem. Aqueça o óleo numa frigideira e coloque porções de massa - eu uso uma xícara medidora de ¼ de xícara. Frite por 2-5min de cada lado. Passe para um prato forrado com papel toalha para absorver o excesso de óleo.
rendeu: 6

23.4.15

bolachas de amêndoa, coco e sementes de cacau (sem lactose)


Outro dia fiquei na dúvida se colocava este livro na minha lista de desejos, e fiquei fuçando o índice para ver o que me chamava atenção, pouca coisa despertou minha curiosidade, entre elas a receita dessas bolachinhas. Tinha um pouco de farinha de amêndoas na geladeira, aquelas sementes de cacau que não acabam nunca, além dos demais ingredientes. E saí procurando se algum blog reproduziu a receita e achei alguns, entre eles este aqui, cujas fotos me agradaram bastante. Na hora de medir a farinha de amêndoa descobri que faltaria ¼ de xícara e completei com farinha de coco, acho que isto deu um toque mais bronzeado às bolachas. Em outro blog que entrei a semente de cacau foi substituída por chocolate meio amargo picado, fica a sugestão. Mas do que eu mais gostei nessa bolachinha foi o interesse da Clara em devorar as ditas, ela me pedia e logo depois vinha me pedir outra, até saía procurando para ver se ela tinha largado pela casa, mas já estava na pancinha :)

1 xícara farinha de amêndoa
¼ xícara farinha de coco
¼ xícara sementes de cacau
½ xícara coco ralado
½ colher (chá) fermento em pó
pitada de sal
xícara açúcar mascavo
1 ovo
3 colheres (sopa) óleo de coco

Numa tigela média coloque as farinhas, semente de cacau, coco, fermento, sal e açúcar, misture. Numa tigelinha bata o ovo, com um garfo, até dobrar de volume, e coloque na mistura seca. Em seguida adicione o óleo de coco, misture tudo até combinar e formar uma massa. Cubra e leve à geladeira por 30 min, ou até por uma noite. Pré-aqueça o forno a 180ºC, faça bolotas com a massa e depois achate, coloque em forma forrada com papel manteiga, e coloque as bolotinhas distantes uns 5 cm umas das outras. Leve para assar por 10-13min, ou até dourar nas bordas.
rendeu: 12

16.4.15

eggnog


Sempre achei que eggnog - aquela bebida que os norte-americanos bebem em datas festivas - fosse apenas uma gemada líquida alcoólica. É que as gemadas que minha mãe fazia eram apenas gema e açúcar, às vezes tinha um pouquinho de achocolatado, e era gema crua, mesmo. Bom, nunca dei bola pra eggnog até ver as gemas sobrando do bolinho do post anterior, não queria jogar fora, não queria fazer nada complicado, nem nada que levasse muitos ingredientes, e achei que seria uma boa ideia, mas não coloquei nada da álcool. Para quem está habituado a fazer custard, eggnog nada mais é que uma custard mais ralinha, e com as especiarias lembra o sabor da mistura do arroz doce - sem o arroz :)
Achei aqui.

2 xícaras leite
pitada de canela
2 cravos da Índia
4 gemas
½ xícara açúcar
1 xícara creme de leite
1 colher (chá) baunilha
pitada de noz-moscada, ralada na hora

Numa leiteira coloque para aquecer o leite, canela e cravo, deixe bem quente, mas sem ferver. Numa tigela coloque as gemas, bata um pouco com um fouet e adicione o açúcar, bata até ficar um creme claro e fofo. Quando o leite estiver quente despeje aos pouquinhos sobre a tigela das gemas, mexendo sem parar, até despejar todo o leite. Volte a mistura para a leiteira, deixe o fogo baixo, e vá mexendo até a mistura engrossar um pouco. Não deixe a mistura ferver pois vai talhar (se isso acontecer, passe por um mixer ou liquidificador). Retire do fogo, adicione o creme de leite, deixe esfriar por 1 hora, coloque a baunilha, noz-moscada e leve à geladeira.

14.4.15

bolinhos de coco, maracujá e amaranto


Lembro quando falei neste post que estava interessada em utilizar outros tipos de grãos, farinhas, mas aqui as coisas acontecem bem devagar. Eu olho os livros, compro os ingredientes e as coisas ficam rolando só na minha cabeça. Com estes bolinhos não foi diferente, comprei maracujás meio verdes pra esperar propositadamente eles amadurecerem com o passar dos dias e satisfazer meu lado procrastinador, até que esperei demais e um deles estragou :( Daí virou um caso de urgência, e meu maior dilema foi saber o quê fazer com as gemas restantes, não queria nada complicado e eggnog foi a resposta. Receita daqui.

2¼ xícaras açúcar de confeiteiro, peneirado
½ xicara farinha de amaranto
½ colher (chá) fermento em pó
1 xícara farinha de amêndoas
½ xícara coco ralado
6 claras, levemente batidas
½ xícara manteiga, derretida e fria
1 colher (chá) raspas de limão
¼ xícara polpa de maracujá

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Embrulhe com papel manteiga 12 forminhas de muffin. Peneire o açúcar, amaranto e fermento numa tigela grande, misture a farinha de amêndoas e o coco ralado. Adicione as claras, manteiga, raspas, polpa de maracujá e mexa bem até ficar homogêneo. Divida a massa entre as forminhas. Leve ao forno e asse por 20min ou até dourar e o palito sair com umas migalhas quando espetado no centro da forminha. Retire do forno e deixe esfriar numa gradinha por uns 5 min. Depois de frio sirva com um pouquinho de açúcar de confeiteiro peneirado por cima. 

9.4.15

espaguete integral com tomate, manjericão e parmesão


Geralmente tenho meus almoços para uma pessoa, primeiro a Clara almoça, faço a higiene básica e mando-a para soneca, aí fico com um tempo para cozinhar para mim. Às vezes a preguiça é tão grande que abro uma lata de atum, outra de milho, misturo tudo e mando pra dentro. Outras vezes acho um absurdo ter preguiça para cozinhar uma vez que gasto um dinheiro com livros e deixo a despensa sempre cheia - bem mais que deveria. Este prato aqui é fast food, nível picolé (quem já fez palavras-cruzadas antes da alfabetização e for senhorinha como eu vai entender) de intimidade com o cozinhar. Aqui somente troquei o tipo de massa, a original é linguine e usei espaguete integral. Receitinha boa do Franny's.

¾ xícara azeite
4 dentes de alho, grosseiramente picados
800g tomates, sem sementes e picados
450g espaguete integral
1 colher (sopa) manteiga
12 folhas de manjericão
¼ xícara queijo parmesão, e mais para servir

Numa panela grande aqueça o azeite em fogo médio-alto, adicione o alho e cozinhe até perfumar, cerca de 2 min - fique de olho para não queimar. Adicione os tomates e cozinhe por 5 minutos, até começar a desmanchar e o líquido evaporar, coloque 2 colheres de sopa de água, desligue e retire a panela do fogo. Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções e retire 2 minutos antes de ficar al dente. Despeje o macarrão sobre os tomates, coloque também a manteiga e o manjericão, deixe cozinhar mais um pouco, cerca de 1-2 minutos. Espalhe o queijo, acerte sal, adicione mais água se parecer seco. Divida a mistura em 4 pratos, coloque um pouquinho de azeite e mais queijo, se preferir.
Serve: 4 porções.