9.9.14

sopa cremosa de milho


Este inverno foi das sopas aqui em casa, nunca preparei tantas vezes e tão diferentes sabores (ainda tem mais uma receita na fila para postar), até o marido se aventurou na cozinha algumas vezes em busca da canja perfeita. 
Semanas atrás fiquei doente e sentia náuseas o tempo todo, mal tinha apetite e o vegetais na geladeira envelheceram, as espigas de milho macias e suculentas que comprei ficaram duras, e logo me lembrei desta receita, que é velha conhecida por aqui. Super fácil de fazer, fica deliciosa com um pouco de parmesão ralado por cima, recomendo.

1 colher (sopa) manteiga
2 colheres (sopa) cebola picada
2 espigas de milho, grandes
¼ colher (chá) cúrcuma
1 litro de caldo de galinha
2 colheres (sopa) creme de leite
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão

Derreta a manteiga na panela e coloque a cebola para refogar, adicione o milho debulhado e também refogue por alguns minutos. Em seguida coloque a cúrcuma, caldo de galinha, deixe cozinhar por uns 10-15min. Bata tudo no liquidificador por 1-2min, passe pela peneira, coloque de volta na panela, adicione o creme de leite, acerte sal e pimenta. Sirva com queijo por cima.


4.9.14

brownie de farinha de amêndoa


Fiquei tão curiosa com o sabor deste brownie que nem me atentei ao fato dele ser gluten free. Logo lembrei da minha mãe, que é celíaca e poderia comer estes brownies, mas há contradições em todos seres humanos e minha mãe adora chocolates em barra, bombons, porém, detesta bolo de chocolate. Às vezes ela comenta comigo da moda das pessoas eliminarem o glúten da alimentação por acharem que faz bem à saúde, e diz que esse povo só faz isso porque pode, a qualquer momento, comer um pãozinho quentinho com manteiga, e arremata: gente besta. Não posso discordar, mãe.
Com ou se glúten, fato que estes brownies fizeram sucesso aqui em casa, marido ficou  trabalhando de madrugada e quando acordei na manhã seguinte só sobrou um quadradinho, pudera, são bem úmidos, doces na medida e intensamente chocolatudos. Receita daqui.

200g chocolate meio-amargo, uso dividido (ou chocolate ao leite)
½ xícara manteiga
3 ovos grandes 
¾ xícara açúcar
1 colher (chá) baunilha
¾ xícara farinha de amêndoas
2 colheres (sopa) cacau
1 colher (chá) café solúvel (opcional)
½ colher (chá) fermento em pó
¼ colher (chá) sal

Numa tigela média coloque o 110g do chocolate e manteiga para derreter (usei o microondas, mesmo). Em outra tigela grande bata com fouet os ovos, açúcar e baunilha. Coloque a mistura de chocolate na tigela dos ovos e misture bem. Em seguida coloque os ingredientes secos e misture somente para incorporar, despeje numa forma quadrada de 20cm, untada e forrada com papel alumínio, espalhe o chocolate restante sobre a massa, e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30min. Espere esfriar completamente para desenformar.

28.8.14

linguine com azeite trufado


Muita gente diz que cozinhar é um ato de amor, ou como a Cora Coralina disse: uma forma de amar os outros. Para outra gente cozinhar é terapia, esquecer por um tempo a vida e seus problemas. Há ainda quem diga que cozinha para partilhar com quem ama, deixando o estômago e o coração quentinhos. Meu coraçãozinho de pedra não concorda com nenhum desses motivos. Eu cozinho para mim e ponto final. Não é tão radical quanto parece. Meu marido melhorou bastante, mas ainda é enjoadinho para comer, agora tenho uma filha que por enquanto se alimenta principalmente de papinhas feitas por mim e aos poucos vai experimentando outros sabores (caldo verde, seu preferido).
Na minha infância lembro que minha mãe contava com um pequeno repertório de receitas que ela executava muito bem, mas quando queria se aventurar num prato novo e meu pai não gostava, não importava a opinião minha e do meu irmão, ela simplesmente não fazia mais, tudo bem, minha mãe é de outro tempo, temos uma grande diferença de idade e ela tem outra visão sobre a mulher dentro de um casamento. E foi isso que motivou meu pensamento de "eu cozinho pra mim, assim não preciso depender de ninguém". É no almoço de uma porção que sai meus melhores pratos, é na metade do bolo que vai pro freezer que descubro outras combinações e assim vai. É claro que essa visão não é rígida, às vezes cozinho algo só porque o marido gosta, como um cafuné culinário, às vezes me pego fantasiando sobre os lanchinhos que a Clara vai levar para a escolinha, e sei que o azeite trufado é um gosto próprio e adquirido, assim como os queijos fedidos, cogumelos frescos e sardinhas fritas.
Falando em azeite trufado, eu sei que é um sabor sintético, custaria fortunas inimagináveis se fosse natural, mas eu gosto, principalmente pelo cheiro, me agrada bastante. E tem essa receita da Nigella, que parece um molho Alfredo com azeite, a porção é exatamente para uma pessoa, happily, como ela escreveu, eu adoro, faço de vez em quando e acho a receita irretocável. Vamulá:

100g de linguine (eu uso um medidor de macarrão)
1 ovo
3 colheres (sopa) creme de leite
3 colheres (sopa) queijo parmesão ralado
gotinhas de azeite trufado branco, ou a gosto
sal e pimenta-do-reino
1 colher (sopa) manteiga

Coloque a água para cozinhar o macarrão. Enquanto isso misture o ovo, creme de leite, queijo, pimenta e azeite. Retire o macarrão do fogo 2 min antes do indicado na embalagem, antes de escorrer toda a água, guarde ¼ de xícara. Recoloque o macarrão na panela, adicione a manteiga e 1 colher de sopa da água do cozimento, mexa até a manteiga derreter e estiver envolvida ao linguine. Coloque a mistura do ovo e mexa sem parar até ficar homogêneo e cremoso. Acerte o sal, pimenta e azeite.
rende: 1 porção                      

21.8.14

muffin de banana, chocolate e chia


Eu que não sou dada a modinhas, agora estou na onda dos "grãos saudáveis", que curam doenças e nos tornam imortais. Tenho aqui em casa para usar chia, gergelim, amaranto, quinua, painço, trigo de sarraceno, nas suas mais diferentes formas: farinha, farelo, flocos, integrais, etc. A motivação é curiosidade, mesmo, e entrar na moda de vez em quando - melhor que usar animal print. Bom, a chia já usava há um tempo misturando no mingau de aveia, ficou bem boa no muffin, aliás, este é o primeiro muffin sem ovos que eu gostei, ficou fofinho - e não borrachudo como outros que já experimentei. Receita daqui.
E a música chicletinho da semana foi Little Talks, vi a banda tocando no programa do Graham Norton - esse horário a TV tá sempre ligada e ninguém assistindo, ouvi de passagem e depois viciei.

2 xícaras farinha de trigo com fermento*
3 colheres (sopa) sementes de chia
½ xícara coco ralado
⅔ xícara açúcar
1 xícara banana amassada
7 colheres (sopa) manteiga, derretida e fria
½ xícara leite
⅔ xícara chocolate ao leite, picado (usei meio-amargo em gotas)

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Peneire a farinha, adicione sementes de chia, coco e açúcar numa tigela e reserve. Em outra tigela coloque a banana, mateiga derretida e o leite. Adicione à mistura de farinha, misture rapidamente e coloque o chocolate, mexa até toda a farinha ser envolvida à massa, não misture demais. Coloque a massa nas forminhas, guarde alguns pedacinhos/gotas de chocolate para colocar no topo Asse por 20min, ou até um palito sair seco.
rende: 12 bolinhos
*para 1 xícara de farinha de trigo, coloque 1 colher (chá) fermento em pó, ¼ colher (chá) bicarbonato de sódio e ¼ colher (chá) sal.

14.8.14

bolo de avelãs e figos


Meu primeiro interesse real na vida foi música - a Patrícia fez um post falando das capas da revista Capricho, e lembrei que nesta idade, do início da adolescência, eu não estava nem aí pra Ana Paula Arósio, estava lendo as colunas do André Forastieri na Bizz. E lá se vão uns 20 anos nisso, faz um tempo que eu parei de procurar bandas legais (o marido faz isso ainda e eu acompanho por ele). Ouvi muita porcaria, e muita coisa boa, tive milhões de fases que variavam entre Bon Jovi, Sepultura e Portishead. Tenho minha banda favorita do coração. E às vezes ouço um pedacinho de uma música no rádio que me prende de tal forma que passo semanas ouvindo a mesma banda e repetindo a mesma música. Dessa vez foi o Oingo Boingo, tenho uma foto do Danny Elfman na capa do meu FB, e fico ouvindo Out Of Control ad aeternum. Este bolo foi inteirinho preparado ouvindo só esta música e acho que foi um bom ingrediente acrescido à massa.
Sobre o bolo fiquei decepcionada com a aparência dele, vi num programa do Bill Granger tempos atrás, me lembrava que depois de assado as metades de figos ainda estavam visíveis, e minha massa afogou os figos, tanto que só deu para ver depois de cortado. Mas isso foi um detalhe, o bolo é ótimo e o mel combina lindamente.

125g (½ xícara) manteiga
150g (¾ xícara) açúcar
75g (½ xícara) farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó
3 ovos
100g avelãs moídas
50g avelãs picadas
8 figos pequenos
mel, quanto baste

Prepare uma forma redonda de 20 cm untando o fundo e as laterais, depois cubra tudo com papel manteiga, reserve. Bata a manteiga e açucar até formar um creme claro e fofo. Misture a farinha e fermento, e bata ligeiramente os ovos. Adicione à mistura de manteiga a farinha e os ovos, alternadamente. Por fim, coloque as avelãs moídas, depois as picadas. Coloque a massa na forma preparada, nivele a massa e disponha os figos cortados ao meio, com a parte de dentro virada para cima. Leve ao forno pré-aquecido a 180 por 1h. Depois de frio, regue com mel e sirva.


4.8.14

pão de centeio com alcaravia - e almas gêmeas


Dias atrás apareceu na minha TL do feissy esta notícia, na hora comentei com o marido e tive a surpresa que ele acredita em almas gêmeas. Como assim? A gente passa quase uma década ao lado da pessoa e descobre que ainda não conhece o bastante. Assim, acho a ideia de alma gêmea (e entra a música do Fábio Jr. na cabeça sem data pra ir embora) bonitinha, há outras versões, mas né? Não dá. Bom, sou uma pessoa cética sobre a maioria das coisas, não acredito nem em alma, ainda mais que elas vêm aos pares! Só acredito no acaso, este age o tempo todo, não julga, não pune, não salva, não presenteia, apenas age sobre nossas vidas com uma força cega e cabe a nós decidir se é bom ou mau.
Chega de filosofia barata. Alguns pares funcionam muito bem, devo admitir, e parecem que nasceram um para o outro, tipo, pão com manteiga. No caso aqui se trata de um soda bread, não precisa sovar e o bicarbonato de sódio é o agente que faz crescer. Gostei de toda a combinação, fica meio adocicado e a manteiga salgada dá um tchans a mais. Receita daqui.

2 xícaras farinha de centeio
1 xícara farinha de trigo refinada
2 colheres (chá) fermento em po
1 colher (chá) bicarbonato de sódio
1 colher (chá) sal
1 ¾ xícara buttermilk*
¼ xícara melado de cana
1 ovo grande
1 colher (sopa) raspas de laranja
1 colher (sopa) alcaravia (kümmel)
4 colheres (sopa) manteiga derretida

Numa tigela misture o centeio, trigo, fermento, bicarbonato e sal. Em outra tigela grande coloque buttermilk, melado, ovo e raspas. Coloque a mistura de farinhas na tigela do buttermilk e mexa rapidademente, até toda a mistura seca estiver misturada à molhada. Por último adiocione a alcaravia e manteiga. Coloque numa forma retangular (23x10cm) untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido a 180 por 55min, ou até um palito sair seco.
*para fazer buttermilk, adicione 1 colher de sopa de vinagre, ou suco de limão, à 1 xícara de creme de leite. Deixe, no mínimo, por 15 minutos antes de usar.
Meu pão ficou baixinho porque usei uma forma maior do que indicada na receita.

24.7.14

sopa de brócolis


Lá no sacolão que vou a cada quinzena tem muita variedade, mas vegetais orgânicos são bem poucos, umas cenouras muchas junto aos ovos e só. Na última compra, já a caminho do caixa vi embalada na bandejinha de isopor uma cabeçona de brócolis linda, imensa, verdinha, fresca, barata e com selinho de orgânico. Eu sou meio descrente dessa coisa de comida orgânica em larga escala, acho mais um rótulo, um estilo de vida que algo viável, pois se toda a humanidade voltasse a comer alimentos sem agrotóxicos, pesticidas, hormônios, simplesmente não teríamos comida para todo mundo e voltaríamos alguns séculos quando a história da humanidade era a história da fome - sem falar no preço, que já mataria de fome os pobres, que morreriam de um jeito ou de outro. Bom, decidi levar o brócolis tendo em mente uma sopa que vi em algum dos livro e não me lembrava qual. Ficou maravilhosa, esse jeito de fritar o brócolis de um lado só deixa com um sabor indescritível, apesar dos poucos ingredientes. Receita do Franny's.

¾ xícara + 3 colheres (sopa) azeite
9 xícaras de flores de brócolis, cerca de 2 "cabeças" grandes, picadas
2½ colheres (chá) sal
2 colheres (sopa) manteiga
3 colheres (sopa) alho picado
1½ xícaras de cebola picada
3 xícaras água
¾ colher (chá) pimenta-do-reino
5 colheres (chá) suco de limão
queijo parmesão ralado

Numa panela alta, aqueça 3 colheres de azeite em fogo alto. Adicione os pedaços de brócolis até cobrir toda a panela, sem empilhar os pedaços, deixe cozinhar, sem mexer, por uns 3 a 4 minutos, ou até ficar frito, marrom e um pouco tenro. Retire da panela, coloque numa tigela, e repita até todo o brócolis acabar, adicione um pouco de sal na tigela, mexa e reserve. Abaixe o fogo, adicione manteiga e mais 3 colheres de azeite, deixe a manteiga derreter e coloque o alho e cozinhe por 1 a 2 minutos. Coloque as cebolas, tempere com sal e cozinhe até ficar transparente. Adicione o brócolis e a água, tempere com sal, pimenta e cozinhe por uns 5 minutos, ou até ficar macio. Use um mixer - ou processador de alimentos - e deixe a sopa com a consistência de um purê, se preferir deixe alguns pedaços, coloque pimenta e o suco de limão. Para servir, coloque queijo ralado e um pouco de azeite em cada prato.
serve 4 a 6 porções
Fiz meia receita e rende bem para 2 pessoas.


22.7.14

granola de cereja seca e amendoim


Fazia muito tempo que não preparava granola - nem comprava pronta - fiquei nesta de ovomaltine e não quis mais experimentar outra. Até que me empolguei e comprei um pacote grandinho de cereja seca, vi no Sam's Club e se não levasse já sabia que ficaria arrependida, e já estou botando em prática minha resolução de voltar a comer mais comida caseira (tenho conseguido, por enquanto até mais fácil que esperava, e com pratos ainda mais simples do que fazia antes), deixando delivery para emergências, ou pura indulgência, e não prática corrente. Esta granola me pareceu com jeito de inverno, cheia de especiarias, adaptei poucas coisas. Rende muito, fiz meia receita e já achei um exagero, aqui transcrevo as medidas da meia receita. Veio do The Sweet Melissa Baking Book.

2½ xícaras aveia em flocos
1½ xícara flocos de centeio (usei de cevada também)
¼ xícara sementes de girassol
¼ xícara linhaça
½ xícara sementes de abóbora sem sal
½ xícara amendoim cru
¼ xícara leite em pó
¼ xícara óleo vegetal
¼ xícara mel
¼ xícara melado de cana
½ colher (chá) canela
¼ colher (chá) noz-moscada
¼  colher (chá) cravo em pó
¼  colher (chá) gengibre em pó
¼ colher (chá) pimenta-da-jamaica
½ xícara uva-passa (usei da branca)
½ xícara cereja seca
½ xícara cranberry seca

Misture, nunca tigela grande, a aveia, flocos, sementes e leite em pó. Numa panelinha coloque o óleo, mel, melado e as especiarias, leve ao fogo e deixe ferver por uns 3min. Despeje esta calda quente sobre a mistura de grãos, misture bem, até que tudo esteja envolvido pela calda. Espalhe sobre uma assadeira grande, forrada com papel manteiga, ou duas assadeiras, não deixe a mistura muito alta, senão ficará difícil mexer. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, mexendo a cada 15min, por 1h30 a 2h, ou tudo ficar dourado e com aspecto mais seco. Recoloque a mistura na tigela e adicione a uva-passa, cereja e cranberry, misture bem e guarde em pote hermético.


14.7.14

muffins de laranja e chocolate branco


Aêêê! Copa do mundo já é assunto de ontem, e podemos voltar à cozinha e aos outros assuntos. Adorei estes muffins, ficaram com cor de verão para mim, talvez pelos elementos amarelos da farinha de milho, laranja. Ficaram muito saborosos e úmidos, e até meu marido que não é muito chegado aos muffins comeu sem que eu precisasse insistir oferecer, mas isso não impediu que metade da fornada fosse parar no freezer para algumas "emergências" no lanche vespertino. Receita aqui.
E sei que não deu para ignorar completamente a final da Copa (estava no mercado com o Galvão Bueno berrando numa das tevês), acharia muito divertido se a Argentina ganhasse o campeonato aqui no Brasil, porque acho muito divertido pessoas que torcem demais pra qualquer esporte, ao invés de praticarem o esporte que gostam. Bom, eu adoro a Argentina pelas empanadas, alfajor e principalmente pelo Soda Stereo, que me deu uma das músicas favoritas da vida inteira, Musica Ligera


1⅔ xícara farinha de trigo
xícara fubá (usei sêmola de milho)
2 colheres (chá) fermento em pó
½ colher (chá) bicarbonato de sódio
¾ xícara açúcar
6 colheres (sopa) óleo vegetal
1 ovo
¾ xícara leite
1 laranja, raspas e suco
1 xícara chocolate branco picado, ou gotas

Numa tigela grande coloque a farinha, sêmola, fermento, bicarbonato e açúcar, misture. Em outra tigela coloque o óleo, ovo, leite, raspas e suco de laranja, misture bem. Coloque esta mistura na tigela da farinha, desta vez misture ligeiramente, até a farinha ser absorvida pelo liquido, não há problema se a massa ficar empelotada. Por fim, coloque as gotas de chocolate, misture para envolver, e coloque a massa nas forminhas. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, por uns 20min, ou até ficar totalmente assado.
rende: 12 bolinhos

30.6.14

canapés para não torcer para a seleção...


... ou para torcer, se você quiser. Este último sábado tinha certeza que o jogo do time do Brezeel era às 17h, e precisávamos sair para resolver algumas coisas na rua antes que tudo fechasse, mas só achamos os lugares fechados, poucos carros nas ruas. Aí me dei conta do horário do jogo, e voltamos para casa. Nessas fico achando que São Paulo não é a megalópole de quase 11 milhões de pessoas que se orgulha de ser, e sim uma cidade de interior, dessas bem pequeninas que nada acontece. 
Nos outros jogos eu nem liguei a televisão, e nem soube o placar, mas este, que também não vi, estava bem aborrecida por ter meu dia atrapalhado porque as pessoas queriam assistir na televisão 22 caras muito, muito ricos correndo atrás da bola. Sim, eu só olho pro meu próprio rabo, e não sou rica como o Neymar.
Enquanto o jogo rolava, marido jogava videogame, nós ouvíamos a música, bebê engatinhava na velocidade 2 do créu, e eu preparava estes canapés. É algo que minha mãe preparava quando tinha visita em casa, é lembrança de infância, é rápido, baratinho, a gente sempre tem estes ingredientes em casa e sempre dá vontade de comer mais um.

Bom, não tem muita receita, é só cortar os pães de forma em 4. Misturar óleo vegetal (ou azeite), queijo ralado daqueles de pacotinho de 100g e orégano seco. Vá colocando um pouco de cada, até formar uma pastinha. Fica a seu critério que tenha mais orégano ou mais queijo. Passe em cada quadradinho de pão, coloque numa assadeira e leve ao forno pré- aquecido até dourar embaixo. Prontinho, mais fácil que o Neymar cair em campo.