sexta-feira, 30 de maio de 2014

muffin integral com coco queimado, pecãs e chocolate branco


Sou uma pessoa do contra, sempre fui. Não sei se por convicção, auto-afirmação, necessidade de ser diferente, autenticidade ou sei lá o quê. Sei que ontem, naquela tarde fria que fez aqui em SP, eu estava bem sonolenta e queria beber algo pra ajudar a despertar, tinha chá mate, chá preto, café... mas eu preferi pegar um copo grandão, encher de gelo e preencher tudo com coca-cola, esperei um tempo para o gelo começar a derreter e fui bebendo aquilo como se fosse a última coca-cola do deserto mesmo. E depois de despertar fui esquentar a casa assando muffins, tinha salvado esta receita faz tempo e quase nunca me lembrava dela, tinha um pedaço de coco fresco na geladeira e achei uma boa oportunidade de usá-los sem nenhum desperdício (o resto comi aos pedaços). A farinha integral eu usei a marca Mirella, sempre compro a versão orgânica refinada - para fazer pães fica ótima - e ainda não tinha testado a integral, fica muito bom, é um tantinho mais cara e acho que compensa. Não é jabá, viu? Só a minha opinião, mesmo.

1 xícara farinha de trigo integral
1 xícara farinha de trigo refinada
¼ xícara açúcar
¼ xícara açúcar mascavo - aperte para medir
2 colheres (chá) fermento em pó
¾ colher (chá) canela em pó
¼ colher (chá) noz-moscada
1 ovo, ligeiramente batido
1 xícara leite desnatado
1 colher (chá) baunilha
¼ xícara iogurte natural
¼ xícara manteiga, derretida e fria
½ xícara pecãs picadas e levemente tostadas
½ xícara coco em flocos, tostados
½ xícara chocolate branco picado (usei em gotas)

Misture as farinhas, açúcares, fermento, canela e noz-moscada, numa tigela grande. Em outra tigela coloque o ovo batido, leite, baunilha, iogurte e manteiga, misture bem. Coloque esta mistura na tigela dos ingredientes secos e mexa somente para combinar secos e molhados, adicione as pecãs, coco e chocolate branco, misture. Coloque em forminhas de muffin e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15-20min, ou até dourar e um palito sair seco.
rende: 12 bolinhos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

muffin de banana e macadâmia - e o espírito das copas passadas


Falta menos de um mês para começar a copa, eu não vejo a hora da copa começar, porque aí vai faltar somente mais um mês para terminar e todos estaremos libertos de ver a cara do Neymar a cada esquina, a cada canal de TV. Aqui em casa marido e eu não damos a mínima pra futebol. Mentira, eu odeio, meu vizinho são-paulino que grita como um troglodita e assusta o meu tão assustado gato Francis. Daí que esse clima tão forçado pela mídia e comércio me trouxeram os espíritos das copas passadas (assim como naquele conto do Dickens). Na última só me lembro de sair para fazer compras no mercado, estava vazio, nós e um casal de idosos éramos os únicos clientes, os funcionários olhavam para gente como se fôssemos alienígenas. Em 2006 lembro de um jogo eliminatório, todo mundo em clima de festa, eu e meu então namorado fomos visitar a avó dele, enquanto ela fazia bolinho de chuva para nós, escutava os berros do povo - tinha um bar quase do lado da casa dela - aliás, berro vira a língua natural do torcedor, esse bom selvagem. Aí a seleção perdeu, os bolinhos estavam quentinhos e gostosos, ninguém falou sobre futebol no café da tarde, e o bar do lado fechou, tamanha desolação. Foi divertido ver a tristeza alheia por algo tão idiota, confesso. Ah, 2002 foi a melhor copa de todas! Lembro de escutar fogos de madrugada, passar um tempo pensando no motivo, até lembrar que era a vizinhança acordando pro jogo. Morava com meus pais, e o máximo que fizemos foi levantar para o xixi da madrugada e voltar para a cama. A copa presente pretendo fazer o de sempre: fugir de torcedores, fugir do Galvão Bueno, fingir que nada está acontecendo, fazer cara de paisagem para qualquer ser vivo que se interesse por futebol. Só não posso deixar passar em branco esta receita, um dos melhores muffins dos últimos tempos, leva banana, o que mais poderia dizer? Receita daqui.

1½ xícara farinha de trigo
1½ colher (chá) bicarbonato de sódio
¼ colher (chá) sal
pitada de noz-moscada
1¼ xícara banana amassada (cerca de 3 bananas)
½ xícara açúcar
¼ xícara açúcar mascavo - aperte para medir
½ manteiga, derretida
¼ xícara leite integral
1 ovo grande
1 xícara de macadâmias picadas (uso dividido)

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Nuna tigela grande misture a farinha, bicarbonato, sal e noz-moscada. Em outra tigela misture a banana, açúcares, manteiga, leite e ovo. Combine as duas misturas, colocando os ingredientes molhados na tigela dos secos, mexa rapidamente, só para incorporar, em seguida coloque metada de macadâmias, misture novamente. Coloque a massa em forminhas de muffin, e sobre a massa distribua as macadâmias restantes. Asse até passar no teste do palito, espere esfriar e coloque em gradinhas.
rende: 12 muffins.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

frittata de shitake, bacon e queijo


De novo shitake + bacon, mas na receita pedia presunto de parma, eu não sou muito chegada. Por aqui sempre faço alguma fritatta, que eu chamo simplesmente de omelete de restos. Se alguém vier almoçar na minha casa num dia de semana provavelmente vai comer "omelete de geladeira" - é o que sempre preparo quando não tenho nada planejado. Mas até então não havia feito nenhum seguindo uma receita mais precisa. Ainda acho esquisito combinar bacon e shitake, mas creiam: fica bom!
Receita daqui.

4 colheres (sopa) manteiga, uso dividido
1 xícara cebola finamente picada
¾ xícara bacon picado, aproximadamente
225g shitake picado, sem os cabinhos
12 ovos
2 xícaras de queijo fontina, ralado
¼ xícara salsinha, picada
½ colher (chá) sal
pimenta-do-reino a gosto

Derreta a manteiga numa frigideira grande, adicione as cebokas e frite por uns 2 min. Então coloque o bacon e frite até ficar crocante, por útimo shitake e deixe cozinhar até ficar macio. Numa tigela misture os ovos, queijo, sal e pimenta. Coloque na frigideira. Na receita original a orientação é deixar uns minutos no fogo e terminar de assar, eu deixo no fogo baixinho por uns 20 min, com a frigideira tampada (uso uma forma de pizza para isso) até ficar completamente cozido.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

pão de batata doce




Minha lembrança de pão de batata vem de longe, lá dos anos 90, onde todas as cantinas de escola que estudei tinham o tal pão, podia ser a versão simples, com catupiry, com frango, com frango e catupiry... e finalmente a mais bizarra de todas (pelo menos para mim) que era o pão recheado com um hamburguer. Essa chamava hamburgão e tinha na lanchonete da faculdade. Depois parei de estudar e logo esqueci dos pães de batata da vida. Até que eu vi a receita que a Renata postou, e com batata doce fiquei ainda mais intrigada, além de ter em casa aquela batata bem amarela, quase laranja, que encontro no sacolão onde faço compras (pra quem é de SP é o hortifruti imigrantes, fica na ricardo jafet) e antes no via nos livros e programas de culinária gringos.
Demorei a botar a mão na massa, conciliar bebê e pão tem sido meio difícil pra mim - pelo menos a Clara adorou o purê de batata assada, e nós adoramos o pãozinho!
Receita do Strawberry Crumble.

¼ xícara água morna
1 colher (sopa) fermento biológico seco
½ colher (chá) açúcar
½ xícara buttermilk morno
¼ xícara manteiga, amolecida
1 ovo, temperatura ambiente
¼ xícara açúcar
1 ¼ colher (chá) sal
¾ xícara purê de batata doce assada
5 xícaras farinha de trigo (medida aproximada)

Numa tigela grande misture água, fermento e ½ colher de açúcar, aguarde 5 min. Em seguida adicione o buttermilk, manteiga, ovo, açúcar, sal e batata. Misture bem, e adicione aos poucos a farinha, sovando, até obter uma massa macia, porém pegajosa (não adicione farinha demais, pois o resultado será um pão mais duro). Coloque a massa na tigela grande, eu costumo polvilhar bastante farinha na tigela para não grudar, há que unte a tigela com óleo, mas o objetivo é o mesmo. Deixe a massa fermentar por 1hora, aproximadamente, ou até dobrar de tamanho, num local morno e sem corrente de ar. Retire o ar da massa, pegue porções de massa e faça bolinhas, coloque-as numa assadeira, uma do lado da outra. Deixe fermentar novamente por mais 30 min, ou até dobrar de tamanho. Neste intervalo, pré-aqueça o forno a 200ºC. Asse os pães por 20 minutos, ou ouvir um ruído oco quando bater no fundo da forma.